GRUPO DE ESTUDO TRABALHANDO A NOVA GEOGRAFIA... A GEOGRAFIA DAS RELAÇÕES E DO ENTENDIMENTO.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
ESTUDANTES GAÚCHOS TERÃO UM MÊS...
PROJETO PRETENDE SELECIONAR...
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
UFRGS ABRE INSCRIÇÕES EM 2 DE SETEMBRO...
terça-feira, 17 de agosto de 2010
MEC exige reforço na segurança das provas do Enem
Edital de licitação para a contratação do serviço traz mais de 50 pré-requisitos
A gráfica que vencer a licitação para imprimir as 4,6 milhões de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 terá de garantir um forte esquema de segurança. O edital de licitação para a contratação do serviço traz mais de 50 pré-requisitos referentes à segurança que precisam ser cumpridos pela empresa. Ela deverá manter um segurança a cada cem metros, câmeras de vigilância 24 horas com monitoramento em tempo real e infravermelho para detectar pessoas na área. O acesso do pessoal será feito por um leitor biométrico, e os funcionários terão de usar um uniforme sem compartimentos. Eles também passarão por Raio X na entrada e na saída do expediente. A segurança virou prioridade depois que a prova foi furtada da gráfica, em 2009. O exame teve de ser cancelado. A licitação deste ano foi interrompida no início do mês porque a gráfica Plural, que apresentou o menor preço no pregão, foi inabilitada pelo Ministério da Educação (MEC) por não atender aos requisitos. A empresa recorreu da decisão, e a Justiça suspendeu o processo. A Plural é a mesma gráfica de onde as provas foram levadas. A empresa argumenta que a responsabilidade foi do consórcio Connasel, a quem cabia “garantir a segurança e executar as atividades de manuseio, empacotamento, rotulagem e transporte”. A RR Donnelley Moore – que assumiu a impressão em 2009 — ofereceu R$ 71 milhões e é a primeira da lista considerada apta. Na época do furto, o MEC pagou à RR Donnelley Moore R$ 31,9 milhões, menos da metade do que está sendo cobrado este ano. Segundo o ministério, o edital prevê que a gráfica vencedora pode ficar responsável por duas edições do Enem — por isso, a diferença de valores.
UFRGS está entre as 500 melhores universidades do mundo, aponta pesquisa
Classificação foi divulgada nesta quinta-feira pelo site Echos
A classificação 2010 das instituições de ensino superior, realizada pela Universidade de Comunicações de Xangai, apresenta seis instituições brasileiras, entre elas a Universidade Federal do Rio Grande do Sul entre as 500 melhores do mundo. Já a Universidade de São Paulo está entre as 150 melhores. A Unicamp entre as 300, UFMG, UFRJ, Unesp entre as três entre as 400 melhores.
Na lista, os estabelecimentos americanos estão na liderança. O primeiro francês a aparecer está no 39º lugar, segundo a lista dos 500, divulgada nesta quinta-feira pelo site Echos. Como no ano passado, os Estados Unidos ocupam 17 dos 19 primeiros lugares, segundo lesechos.fr. A Universidade Jiaotong de Xangai vai divulgar a lista de forma oficial no seu site (www.arwu.org). Harvard é o número um: Berkeley cede o segundo lugar a Stanford. Apenas as britânicas Cambridge (5º) e Oxford (10º) estão entre as 10 melhores, ao lado das americanas. Três estabelecimentos franceses estão na lista dos 100 primeiros: Pierre-et-Marie-Curie, no 39º lugar (uma situação melhor, em relação ao relatório de 2009); Paris-Sud Orsay está no 45º (dois rankings perdidos) e a École Normale Supérieure (ENS-Ulm), no 71º (recuo de um lugar). Divulgada desde 2003, esta classificação mundial é tão esperada quanto criticada, notadamente na Europa - na França, em particular. Os critérios são relacionados essencialmente à performance em matéria de pesquisa, em detrimento da formação: o número de prêmios Nobel recebidos, as medalhas Fields (o equivalente ao Nobel em matemática) e artigos publicados em revistas e periódicos unicamente anglo-saxãos. Os francófonos não são levados em conta. A União Europeia pretende construir até 2011 sua própria "classificação", que contará com uma verdadeira "cartogragia" por disciplinas, concebida como ajuda aos estudantes para sua escolha. O assunto pode ser consultado no site www.lesechos.fr/medias/2010/0812//020719898737—print.pdf
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
MEC exige reforço na segurança das provas do Enem
Edital de licitação para a contratação do serviço traz mais de 50 pré-requisitos
A gráfica que vencer a licitação para imprimir as 4,6 milhões de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 terá de garantir um forte esquema de segurança. O edital de licitação para a contratação do serviço traz mais de 50 pré-requisitos referentes à segurança que precisam ser cumpridos pela empresa. Ela deverá manter um segurança a cada cem metros, câmeras de vigilância 24 horas com monitoramento em tempo real e infravermelho para detectar pessoas na área. O acesso do pessoal será feito por um leitor biométrico, e os funcionários terão de usar um uniforme sem compartimentos. Eles também passarão por Raio X na entrada e na saída do expediente. A segurança virou prioridade depois que a prova foi furtada da gráfica, em 2009. O exame teve de ser cancelado. A licitação deste ano foi interrompida no início do mês porque a gráfica Plural, que apresentou o menor preço no pregão, foi inabilitada pelo Ministério da Educação (MEC) por não atender aos requisitos. A empresa recorreu da decisão, e a Justiça suspendeu o processo. A Plural é a mesma gráfica de onde as provas foram levadas. A empresa argumenta que a responsabilidade foi do consórcio Connasel, a quem cabia “garantir a segurança e executar as atividades de manuseio, empacotamento, rotulagem e transporte”. A RR Donnelley Moore – que assumiu a impressão em 2009 — ofereceu R$ 71 milhões e é a primeira da lista considerada apta. Na época do furto, o MEC pagou à RR Donnelley Moore R$ 31,9 milhões, menos da metade do que está sendo cobrado este ano. Segundo o ministério, o edital prevê que a gráfica vencedora pode ficar responsável por duas edições do Enem — por isso, a diferença de valores.
UFRGS está entre as 500 melhores universidades do mundo, aponta pesquisa
Classificação foi divulgada nesta quinta-feira pelo site Echos
A classificação 2010 das instituições de ensino superior, realizada pela Universidade de Comunicações de Xangai, apresenta seis instituições brasileiras, entre elas a Universidade Federal do Rio Grande do Sul entre as 500 melhores do mundo. Já a Universidade de São Paulo está entre as 150 melhores. A Unicamp entre as 300, UFMG, UFRJ, Unesp entre as três entre as 400 melhores. Na lista, os estabelecimentos americanos estão na liderança. O primeiro francês a aparecer está no 39º lugar, segundo a lista dos 500, divulgada nesta quinta-feira pelo site Echos. Como no ano passado, os Estados Unidos ocupam 17 dos 19 primeiros lugares, segundo lesechos.fr. A Universidade Jiaotong de Xangai vai divulgar a lista de forma oficial no seu site (www.arwu.org). Harvard é o número um: Berkeley cede o segundo lugar a Stanford. Apenas as britânicas Cambridge (5º) e Oxford (10º) estão entre as 10 melhores, ao lado das americanas. Três estabelecimentos franceses estão na lista dos 100 primeiros: Pierre-et-Marie-Curie, no 39º lugar (uma situação melhor, em relação ao relatório de 2009); Paris-Sud Orsay está no 45º (dois rankings perdidos) e a École Normale Supérieure (ENS-Ulm), no 71º (recuo de um lugar). Divulgada desde 2003, esta classificação mundial é tão esperada quanto criticada, notadamente na Europa - na França, em particular. Os critérios são relacionados essencialmente à performance em matéria de pesquisa, em detrimento da formação: o número de prêmios Nobel recebidos, as medalhas Fields (o equivalente ao Nobel em matemática) e artigos publicados em revistas e periódicos unicamente anglo-saxãos. Os francófonos não são levados em conta. A União Europeia pretende construir até 2011 sua própria "classificação", que contará com uma verdadeira "cartogragia" por disciplinas, concebida como ajuda aos estudantes para sua escolha. O assunto pode ser consultado no site www.lesechos.fr/medias/2010/0812//020719898737—print.pdf
MEC divulga lista de pré-selecionados para a última chamada do ProUni
Nesta edição foram ofertadas 60.488 bolsas em 1.225 instituições privadas de ensino superior
O Ministério da Educação (MEC) divulgou hoje a lista dos candidatos pré-selecionados na sexta e última chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni). Clique aqui para conferir o resultado Os candidatos devem procurar a instituição para a qual foram selecionados entre 13 e 16 de agosto a fim de comprovar as informações prestadas durante as inscrições. A lista dos documentos que devem ser apresentados está na página do programa. As bolsas integrais são para os alunos com renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo e meio (R$ 765). Já as parciais são para os candidatos cuja renda familiar mensal per capita não seja superior a três salários mínimos (R$ 1.530).
sábado, 14 de agosto de 2010
EMPREGO NA INDÚSTRIA...
UFSM VESTIBULAR 2011...
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
MEC DIVULGA CRITÉRIOS...
MEC divulga critérios para distribuição de bolsas remanescentes do ProUni
Os estudantes terão que atender aos critérios de renda estabelecidos pelo programa
As bolsas remanescentes do Programa Universidade para Todos (ProUni) para o segundo semestre de 2010 poderão ser distribuídas a alunos das próprias instituições de ensino. As regras foram publicadas hoje (11) no Diário Oficial da União pelo Ministério da Educação (MEC). Os estudantes terão que atender aos critérios de renda estabelecidos pelo programa.
As bolsas poderão ser concedidas aos alunos de turmas iniciadas no segundo semestre de 2010, de acordo com a classificação obtida no próprio vestibular da instituição. Outra possibilidade é conceder o benefício a alunos que tenham começado o curso anteriormente, de acordo com o desempenho acadêmico. As bolsas integrais são destinadas a alunos com renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo e meio (R$ 765). Já as parciais são para os candidatos cuja renda familiar mensal per capita não seja superior a três salários mínimos (R$ 1.530). Segundo a portaria do MEC, se as instituições não preencherem as vagas, as bolsas serão oferecidas novamente na próxima rodada do ProUni, em 2011.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
ENEM TERÁ PESO 2 NA UFRGS,,,
INEP DIZ QUE O CRONOGRAMA...
CRISE NOS CORREIOS...
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
ESTUDO 1.8...
RS É O QUINTO ESTADO...
domingo, 8 de agosto de 2010
PRESIDENTE DO INEP...
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
APÓS NOVA FALHA NO ENEM...
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
DADOS DE 12 MILHÕES DE INSCRITOS...
ENEM... VAZAMENTO DE DADOS...
terça-feira, 3 de agosto de 2010
QUEM PAGOU TAXA DO ENEM...
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
UFSM ABRE INSCRIÇÕES...
sábado, 31 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
XVI ENCONTRO NACIONAL DE GEÓGRAFOS...
quinta-feira, 22 de julho de 2010
UFRGS ESTUDA DUPLICAR...
segunda-feira, 19 de julho de 2010
MAIS UMA VEZ, RANKING DO ENEM...
ENEM 2009: AS ESCOLAS COM MELHOR E PIOR...
domingo, 18 de julho de 2010
GRUPO DE ESTUDO
FURG APROVA 100% DO ENEM...
UFRGS: INSCRIÇÕES PARA...
domingo, 11 de julho de 2010
UFRGS VESTIBULAR 2011...
sábado, 10 de julho de 2010
CPF VOLTA A SER OBRIGATÓRIO...
ENCHENTES NO NORDESTE...
JUSTIÇA DECIDE...
INEP CORRIGE...
MEC PRORROGA INSCRIÇÕES DO ENEM...
terça-feira, 22 de junho de 2010
COMEÇAM HOJE...
domingo, 13 de junho de 2010
MEC ANUNCIA INSCRIÇÕES...
quarta-feira, 2 de junho de 2010
MEC COLOCA A DISPOSIÇÃO BOLETIM DE DESEMPENHO ENEM/2009...
sexta-feira, 21 de maio de 2010
PROJETO PODERÁ LIBERAR...
Estudante do 2º ano que passar no vestibular poderá ter vaga garantida no Ensino Superior
Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados promete causar discussão entre educadores nos próximos meses. De autoria do deputado Sebastião Bala Rocha (PDT-AP), o texto quer permitir que estudantes com apenas o 2º ano do Ensino Médio concluído possam entrar no Ensino Superior se forem aprovados no vestibular.
A proposta altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e não estabelece critérios mínimos de desempenho escolar, nem determina se a matrícula é válida somente para instituições públicas ou se é aberta para particulares. O projeto aguarda avaliação da Comissão de Educação e Cultura da Câmara e ainda precisa ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Hoje, como só é possível iniciar a graduação com um certificado de conclusão de Ensino Médio, quem passa no vestibular sem terminar o Ensino Médio tem de obedecer a uma série de normas. Entre elas, cursar o 3º ano, ter desempenho igual ou superior a 80% em cada componente curricular, obter média mínima em prova sobre conteúdos ainda não aplicados e passar por conselho de classe.
– Acho temerário que qualquer um passe. Isso pode incentivar que seja suprimida uma fase de formação importante para que o adolescente se torne um profissional de qualidade e bem preparado – observa a secretária interina de Educação do Distrito Federal, Eunice Santos.
Doutor em Psicologia da Educação e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Fernando Becker acha que a discussão precisa avançar. Ele acredita que, em determinados casos, o aluno deveria pular o 3ª ano para ingressar na faculdade.
– Vamos tomar como base o vestibular da UFRGS, que tem qualidade inquestionável. Um aluno que passa nesse concurso tem competência e, quase certamente, maturidade suficiente para ingressar na universidade. Por que obrigá-lo a seguir no Ensino Médio? É algo a se debater, sim – afirma Becker.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
VESTIBULARES DE INVERNO...
terça-feira, 18 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
GABARITO PROVA GEOGRAFIA SIMULADO UNIFICADO MAIO/2010...
domingo, 9 de maio de 2010
ENADE...
IPA E FAMES DEFINEM...
EXPECTATIVA É DE 6 MILHÕES DE INSCRITOS...
MEC PROPÕE CONSELHO GESTOR...
POSSIBILIDADE DE MELHORAR DESEMPENHO...
domingo, 18 de abril de 2010
LEITURAS OBRIGATÓRIAS UFRGS 2011
sexta-feira, 12 de março de 2010
Carreiras: geofísico explora o interior da terra para descobrir a riqueza do subsolo
Antes mesmo de começarem as aulas, a disciplina do professor Manuel Iván Zavallos Abarca já provoca discussão nos corredores da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), campus de Caçapava do Sul.
Peruano, ele é responsável pela cadeira de sismologia do curso de Geofísica. Trata-se da área que estuda os sismos (tremores de terra), as suas causas e os seus efeitos. Manuel já consegue ver a sala de aula lotada, com estudantes atentos às explicações sobre fenômenos como os registrados no Haiti e no Chile.
– Pois é, estamos na moda agora. O interesse pela sismologia está incrementado, é só o que se comenta por aqui, e nem começaram as aulas ainda. O semestre promete render muito – diz o professor.
A Unipampa é a única no Estado a oferecer essa graduação. A instituição foi a quinta universidade brasileira a oferecer Geofísica. O curso funciona desde 18 de setembro de 2006 no campus de Caçapava do Sul, região que é foco de estudos de geocientistas. Até então, a opção existia apenas na Universidade Federal da Bahia, na Universidade Federal Fluminense, na Universidade Federal do Pará e na Universidade de São Paulo.
– A geofísica, de uma forma simplória, pode ser explicada pelo próprio nome, uma união da geologia com a física. Estudamos os materiais terrestres, como as rochas, a partir das propriedades físicas desses materiais – conta o professor César Augusto Moreira.
Pré-sal aquece mercado de trabalho
Ele explica que a ciência pode ser aplicada em diversas áreas, como na Engenharia Civil, na Meteorologia, nas telecomunicações e na exploração de minérios e de petróleo. Aliás, é o petróleo que mais absorve geofísicos no Brasil, e a perspectiva do pré-sal alimenta a expectativa de um mercado de trabalho aquecido pelos próximos anos.
Mas pode estar em solo gaúcho um bom motivo para os primeiros formandos da Unipampa, que concluem o curso no meio deste ano, ficarem por aqui. Segundo o professor Moreira, houve uma retomada de pesquisas na região de Caçapava a partir de 2000. Minas fechadas devem ser reabertas graças ao trabalho de geofísicos.
Quem torce por essa possibilidade é a estudante Ana Carolina Oliveira dos Santos, 21 anos. Ela é um dos oito primeiros alunos de Geofísica que vão se formar neste ano no Estado. Natural de Caçapava do Sul, ela sempre foi boa no colégio em matemática, física e geografia. Quando descobriu a graduação que unia essas disciplinas, não teve dúvida.
– É uma das possibilidades ficar aqui na região. Temos reservas de calcário e uma mina de cobre. Mas sei que o Rio de Janeiro segue como um grande destino quando se atua com a exploração petrolífera – afirma Ana.
>>Terremotos no Brasil?
De acordo com o professor Manuel Iván Zavallos Abarca, professor de sismologia na Unipampa, chegará a vez do Brasil sentir o efeito dos terremotos. O pior é que o Rio Grande do Sul está bem na rota desse fenômeno. Segundo ele, será algo para nos preocuparmos daqui a 200 anos.
– Não será pelos mesmos motivos dos terremotos do Chile e do Haiti. Naqueles locais, foi por causa do atrito entre placas tectônicas. E o Brasil está bem no meio de uma dessas placas – diz o especialista.
Segundo ele, o problema para os gaúchos chama-se Bacia do Paraná. Uma bacia sedimentar que está sob o centro-sul do Brasil, pegando também partes da Argentina, do Uruguai e do Paraguai. Trata-se de uma depressão na superfície que, com o tempo, foi sendo preenchida por sedimentos de vários tipos.
– Com a força da gravidade, esses sedimentos vão afundando aos poucos, cada vez mais. Essa dinâmica é que deverá provocar terremotos – explica.
Geofísica
- O que faz: investiga as propriedades físicas do interior da Terra. Estuda partes profundas do planeta, utilizando instrumentos e métodos como gravitacional, magnético, elétrico e sísmico para obter informações úteis sobre a estrutura e composição de zonas inacessíveis.
- Mercado: áreas de petróleo, ambiente e mineração são as que mais se utilizam dos geofísicos, que buscam dados (em escalas global, continental ou local) que têm relevância, como a previsão de fenômenos naturais (terremoto, vulcanismo), impacto ambiental, exploração de recursos naturais, implantação de obras de engenharia civil e monitoramento de atividades da arqueologia.
- O curso: dura quatro anos
- Remuneração: segue o piso do engenheiro, de seis salários mínimos por seis horas de trabalho.
- Onde estudar
Pública: Unipampa
domingo, 7 de março de 2010
UNIVERSIDADES QUEREM AJUDAR CALOUROS...
Novos universitários encaram dúvida sobre a carreira mesmo depois de aprovados no vestibular
Leandro Rodrigues | leandro.rodrigues@zerohora.com.br
No começo deste mês, milhares de calouros começam sua tão sonhada vida universitária no Estado. Finalmente, aquele sufoco do vestibular ficou para trás. O caminho até a formatura está livre, e chegar à carreira desejada é questão de tempo. Será?
Não é para ser motivo de pânico, mas especialistas alertam que uma parcela dos novos universitários deve encarar algo que pensava estar superado: a dúvida sobre a escolha do curso. Para os que estavam convictos, será uma surpresa. Em outros, que já estavam com um pé atrás, não será menos ruim constatar que o atual curso não empolgou. Os efeitos dessa incerteza no começo da vida acadêmica abalam o estudante. Pensando nisso, a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) pretende colocar neste ano um professor exclusivamente para aconselhar esses alunos.
– Eu era infeliz, me senti inferior aos demais. Não conseguia prestar atenção nas aulas, nem estudar em casa. Também não me entrosei com os colegas. Foi um período muito ruim – lembra Gabriela Guimarães Müller, 19 anos.
Em 2008, ela ingressou no curso de Comércio Exterior da Unisinos. O gosto por aprender idiomas e a expectativa de um bom salário a influenciaram na escolha. No meio do primeiro semestre, percebeu os sintomas. Mesmo assim, insistiu no segundo semestre. No terceiro, decidiu trancar o curso. Procurou a Gerência de Atenção ao Aluno e recebeu a ajuda de uma psicóloga. Fez teste vocacional, e os resultados indicaram o Direito. Ela se informou sobre o curso, possibilidades de atuação e gostou.
– Estou muito feliz e louca para começar, será no segundo semestre. Leio muito sobre a carreira, pesquiso. Nossa, estou querendo estudar logo – conta Gabriela.
O medo de colocar dinheiro fora retardou a tomada de decisão de Leonardo Pacheco Gravoski, 22 anos. Ele ingressou em Engenharia Elétrica, também na Unisinos, porque achava que estaria aproveitando melhor o diploma de técnico em eletrônica.
– Eu não conseguia me concentrar no curso. Minha mãe tentava me abrir os olhos, mas eu pensava que mudar seria desperdiçar o curso técnico que havia feito antes – diz ele.
O empurrão que faltava veio com um teste vocacional que indicou uma inclinação para Veterinária, área que ele sempre desejou quando criança. Hoje, aprovado na Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), uma das instituições sugeridas pela Unisinos, ele não vê a hora de começar a estudar.
– Na verdade, não coloquei grana fora com o diploma técnico. Afinal, com o trabalho que consegui comprei muitas coisas, e com ele ainda vou pagar a faculdade. Meu sonho, agora, é ser um veterinário.
Estou no curso certo?
- A pressa pode ser uma inimiga. Não cometa o erro de trocar de curso em poucas semanas de aula. Dê tempo a si mesmo.
- Enquanto isso, procure conhecer a estrutura do curso. Veja as disciplinas que você terá pela frente, tanto obrigatórias quanto eletivas. Conheça os departamentos da faculdade e onde será possível ter uma bolsa.
- Converse com seus colegas veteranos. Veja se eles tiveram dúvidas no semestre anterior e tire as suas com eles.
- Pense na área na qual você quer trabalhar, não somente nas disciplinas do curso. Não gostar de alguma delas é normal. Mesmo um apaixonado advogado criminalista, por exemplo, terá de estudar Direito Previdenciário.
- Dinheiro investido no curso não pode entrar na conta. O fato dos pais já terem pago algumas disciplinas na faculdade, por exemplo, não pode obrigar ninguém a ficar em um curso.
- Procure o serviço de apoio da sua instituição. Todas têm um setor para auxiliar o aluno com incertezas sobre o curso e a carreira. Talvez um teste vocacional possa ajudar.
Preste atenção
A maioria das instituições de Ensino Superior oferecem serviços de apoio aos estudantes. Confira aqui o atendimento no Núcleo de Apoio ao Estudante da UFRGS.
- O NAE é um serviço para atender alunos de graduação e pós-graduação da UFRGS no que diz respeito ao seu desenvolvimento e planejamento de carreira e sua adaptação à universidade.
- Oferece basicamente três tipos de serviços: atendimento individual a alunos, oficinas com temas específicos e assessoria e capacitação a órgãos e unidades da UFRGS interessados na temática da adaptação à universidade.
- Público: alunos de graduação e pós-graduação interessados no desenvolvimento de carreira e integração à universidade. Em especial, o NAE acolhe alunos que queiram refletir sobre sua escolha profissional ou planejar a carreira.
• O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h. Funciona na Rua Ramiro Barcelos, 2.600, sala 06, na Capital. (51) 3308-5453, e o1397124194e-mail é nae.psico@ufrgs.br