quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

10 PASSOS PARA UMA BOA REDAÇÃO...

Prova testa a desenvoltura na escrita e será decisiva no vestibular da UFRGS, que começa neste domingo Daqui a quatro dias começa o maior vestibular do Estado, o da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Três dias depois, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) inicia a sua seleção. Pouca coisa poderá ser feita até lá, além de revisão e algumas leituras. Os professores ddo curso pré-vestibular Unificado sugerem que se use esse tempo mais para relaxar. Por isso, na última edição antes desses concursos, o Vestibular traz dicas para um dos momentos decisivos das provas: a redação. Professores da disciplina apontam os passos para um bom texto. O peso dessa prova é o máximo, três, para todos os cursos. Concorrentes com número semelhante de acertos nas demais disciplinas podem se distanciar bastante a partir do que escreverem nas 30 linhas mínimas obrigatórias. – Tive alunos que tinham feito excelente pontuação em todas as provas de questões objetivas. Mas a nota baixa na redação foi decisiva para eles ficarem de fora da disputa. Então, uma redação pode colocar ou tirar um vestibulando da universidade – afirma Luísa Canella, professora de redação do Unificado. 1 Leia o tema da redação com muita atenção. Se necessário, leia mais de uma vez. Você deve estar bem concentrado para iniciar a prova. 2 Depois da leitura do tema, identifique com convicção o assunto da proposta e a abordagem solicitada sobre ele. Atenção: esse é um passo fundamental, porque dele depende seu sucesso no vestibular. 3 Após ter compreendido o tema, comece a planejar sua redação. 4 Antes do rascunho, assuma uma opinião de acordo com o que o tema pede. Nunca fique em cima do muro: a opinião deve estar muito clara. 5 Organize o que você pretende desenvolver com frases curtas ou até mesmo palavras-chave. Ou seja, faça um esquema para todo o seu texto, inclusive preveja o que você pode concluir a partir do que foi respondido e justificado na introdução. 6 Agora chegou o momento de começar o rascunho baseado no esquema que você fez. Importante: nesse momento, preocupe-se menos com a correção gramatical e mais com a eficiência de sua opinião e com os argumentos que a sustentam. 7 Com a definição da opinião e a escolha do(s) argumentos, saiba que o exemplo (a caracterização de uma situação, a experiência pessoal, um dado) é sempre uma possibilidade. Há temas em que o exemplo parece ser desnecessário; em outros, porém, ele dá uma consistência maior à análise. Em outras palavras, comprova aquilo que você teoricamente explica. 8 Antes de passar a redação a limpo, veja se você seguiu o esquema inicialmente proposto. Agora, é o momento de fazer as correções gramaticais, e não de acrescentar novas ideias, por mais brilhantes que sejam. 9 A aparência do texto também é importante. Lembre-se de dar um título a sua redação e de indicar a entrada de parágrafo, bem como alinhar a margem direita da folha. Qualquer tipo de letra é aceito, desde que você escreva de forma legível, diferenciando as maiúsculas das minúsculas. Evite rasuras. 10 Finalmente, só resta contar o número de linhas da sua redação (na UFRGS, o mínimo são 30 linhas).

UFSM: PROVAS INICIAM DIA 13/01/2010

Neste vestibular, a concorrência maior está entre os cotistas No vestibular da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que ocorre de 13 a 15 de janeiro, a disputa será mais apertada para aqueles que se inscreveram na seleção pelo sistema de cotas de escola pública, a exemplo do que ocorreu no concurso do verão passado. Dos 93 cursos oferecidos em 2010 pela federal, apenas 11 têm concorrência maior entre os não-cotistas. Um deles é Medicina, novamente o mais disputado da seleção, com densidade de 48,25 para quem não tem cota e 43,44 para quem estudou em escola pública. Além da Medicina, os outros quatro cursos concorridos são Psicologia, Direito (diurno), Fisioterapia e Direito (noturno). Em todos, a relação candidato vaga entre os alunos de escola pública pode ser mais dos que o dobro da do não-cotistas. É o caso do curso de Psicologia, que tem densidades de 27,25 e 12,85. A discrepância de densidades está ligada ao número de vagas, que é menor dentro das cotas. A UFSM reserva 5% de suas vagas para pessoas com necessidades educativas especiais, 12% para afrobrasileiros e 20% para quem fez o ensino básico em escola pública – além de criar vagas para indígenas (neste ano, 14 indígenas disputarão as oito vagas reservadas para a cota). Como a maioria das vagas está disponível para não-cotistas, a concorrência acaba ficando menor para eles. Por outro lado, muitos egressos de escola pública esperam que o ponto de corte sempre seja menor dentro das cotas e optam por enfrentar uma concorrência maior, mas menos preparada. E ainda há os estudantes que acreditam que, dentro de uma cota (seja ela qual for), terão chance de concorrer também na categoria universal, a dos não-cotistas, se tirarem uma nota boa. O pró-reitor de Graduação, Jorge Cunha, tem notícias desanimadoras para esses alunos. Ele diz que, como há um ponto de corte para cada sistema, os candidatos concorrem entre si. Para que eles concorram na categoria universal, todas as vagas da cota devem ser preenchidas por alunos com notas superiores à da média dos não-cotistas. – Isso é improvável que aconteça, mas a regra foi feita para que os melhores classificados, independentemente de cotas, sejam contemplados com uma vaga – diz o pró-reitor.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

TOQUES DE PREPARAÇÃO PARA VESTIBULAR UFRGS 2010...

Provas serão realizadas de 10 a 13 de janeiro, na Capital e em três cidades do RS O que um estudante universitário, dois psicólogos e uma professora do Ensino Médio podem ter em comum? Todos conhecem bem o vestibular mais concorrido do Estado: o da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O caderno Vestibular foi atrás deles para montar uma estratégia de estudo que pode ser útil faltando 10 dias para as provas. A fonte que mais se aproxima da realidade dos candidatos é o estudante de Medicina Alexandre Morares Bestetti, 19 anos. Ele foi o primeiro colocado na classificação geral da UFRGS em 2009. De lambuja, passou em outros nove vestibulares para o mesmo curso. Os psicólogos Maria Célia Lassance e Fernando Elias José trabalham com vestibulandos e universitários e sabem de cor e salteado as angústias que essa turma passa nessa época do ano. A professora Roselane Costella, do grupo Unificado e de diversas escolas da Capital, conhece o estilo da UFRGS e fala com naturalidade sobre as provas e a melhor preparação. E vem dela um alerta para quem anda se matando de estudar. – Esses dias, havia uma aluna na minha sala caindo de sono. Outros parecem vampiros de tão brancos. É preciso dormir bem e sair para pegar um sol regularmente. As provas do vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) serão realizadas de 10 a 13 de janeiro, na Capital e em três cidades do Estado: Imbé, Tramandaí e Bento Gonçalves. Confira ao lado os locais de provas de 2010. Mais informações: site da Universidade. INFORMAÇÕES COLHIDAS CLICRBS/VESTIBULAR

UFRGS 2010 - MATERIAL REVISÃO

Olá... Consulte o email unitardevia@gmail.com senha: passeufrgs aqui estão postados assuntos relacionados com a Prova UFRGS Vestibular 2010... Consulte o email e olhe com atenção os assuntos especialmente UFRGS 1, UFRGS 2 e UFRGS Revisão... Continue acompanhando o blog porque eu seguirei postando, mesmo após Vestibulares, assuntos e mais assuntos... Boa Prova!!! Calma e atenção estes são seus maiores aliados naquele momento porque conhecimento você tem... Continuo junto de vocês e qualquer dúvida me envie por email julitocbs@gmail.com Ficarei com saudades... as turmas de 2009 foram muito especiais... Obrigado a vocês...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

EM BREVE...

Material UFRGS 2010...

NOVO PRESIDENTE DO INEP QUER ENEM MAIS SEGURO...

Soares Neto pretende manter a estrutura de segurança e distribuição usada este ano O ministro da Educação, Fernando Haddad, apresentou nesta segunda o novo presidente do Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas Educacionais (Inep), Joaquim José Soares Neto. Na sua primeira entrevista, Neto afirmou que uma licitação com base apenas em preço não atende às especificidades de uma prova como o Enem. Adiantou que pretende manter a estrutura de segurança e distribuição usada este ano, na segunda versão da prova. Defendeu a necessidade de uso da inteligência da Polícia Federal para evitar novas tentativas de fraudes e a logística dos Correios para distribuição.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL E UM ANO NOVO CHEIO DE PAZ E ALEGRIA...

DESEJO A TODOS VOCÊS UM FELIZ NATAL E UM ANO NOVO CHEIO DE ALEGRIA E FELICIDADES... NÓS ESTAMOS JUNTOS BUSCANDO SEMPRE O MELHOR... DESEJO TAMBÉM QUE VOCÊ E SUA FAMÍLIA ESTEJAM CONECTADOS NO CAMINHO DO AMOR E QUE NESTE ANO QUE ESTÁ CHEGANDO CADA VEZ MAIS VOCÊ BUSQUE E CONSIGA MUITAS VITÓRIAS... ESTAREI AQUI AO SEU LADO SEMPRE QUE PRECISAR... FELICIDADES!!!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

UFRGS disponibiliza consulta aos locais de prova do vestibular 2010

Da Redação Em São Paulo A consulta aos locais de prova do processo seletivo 2010 da UFRGS(Universidade Federal do Rio Grande do Sul) já está disponível no site da instituição. Os 32.706 vestibulandos inscritos disputarão 4.961 vagas em 82 graduações. Os cursos de administração pública e social (noturno), biotecnologia , engenharia de energia, engenharia física, história da arte (noturno), políticas públicas (noturno) e serviço social (noturno) são oferecidos pela primeira vez. Concorrência O curso de medicina, com 34,51 c/v, é o mais concorrido do processo seletivo. Depois vêm direito diurno, com 18,04 c/v; fisioterapia, com 17,07 c/v; psicologia noturno, com 16,3 c/v; e direito noturno, com 15,41 c/v. Veja a lista de todos os cursos: Concorrência do vestibular 2010 da UFRGS Provas UFRGS 2010 As provas do vestibular 2010 vão ser aplicadas entre os dias 10 e 13 de janeiro de 2010, nas cidades de Porto Alegre, Bento Gonçalves e Imbé/Tramandaí, com início às 8h30, e duração de total de quatro horas e meia. Siga o calendário de provas, cada uma com 25 questões objetivas (exceção feita à redação): 10 de janeiro de 2010: física, literatura e língua estrangeira; 11 de janeiro de 2010: português e redação; 12 de janeiro de 2010: biologia, química e geografia; 13 de janeiro de 2010: história e matemática

CIÊNCIAS POLÍTICAS...

Carreiras... Partidos políticos estão cada vez mais dependentes do profissional da área Quem presta atenção no noticiário pode perceber que a campanha política já começou. Partidos se apressam em definir seus candidatos para não ficarem para trás na corrida eleitoral do ano que vem, que elegerá, além de deputados e senadores, os governadores e o presidente da República. Será a copa do mundo para os especialistas em marketing político, em análise de pesquisas eleitorais e em planejamento de campanhas. Coordenadora e professora do curso de Ciência Política da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), que tem o objetivo de formar profissionais para esse mercado, Ana Simão vê as campanhas cada vez mais dependentes dos especialistas. – Esse setor está muito mais profissionalizado. É dificílimo os partidos não contratarem pessoas de fora. É preciso um belo planejamento estratégico e uma excelente análise das pesquisas para vencer uma eleição majoritária – diz a professora. A cada eleição, ela percebe uma grande movimentação nesse mercado. A necessidade desses analistas aumenta com a disputa acirrada entre as siglas. Outro professor do curso, Paulo Moura explica o que pode tornar o egresso tão valorizado. A perfeita observação de uma pesquisa de opinião, por exemplo, vale ouro. – O que a maioria conhece da pesquisa é a intenção de voto. Mas há outros dados, dependendo do trabalho, que não vêm ao público e que apontam expectativas dos eleitores. Sobre essas informações, um analista pode traçar uma boa estratégia política – afirma Moura. Mas trabalhar em campanhas eleitorais não é o único caminho. Formado pela Ulbra em 2007, Carlos Borenstein representa, em Porto Alegre, uma conceituada empresa de consultoria com sede em Brasília. Entre os serviços que presta aos clientes, estão análises de conjuntura política e de políticas públicas. – Nós trabalhamos apenas para empresas. O meu foco é realizar a análise política do Rio Grande do Sul, da Bahia, de Alagoas e da América Latina. Traço cenários de médio e longo prazo que são úteis para os clientes tomarem suas decisões – conta Borenstein. Poder estudar a realidade de uma região sem envolvimento ideológico, o que nem por isso o impede de ter preferências políticas, foi um das características que o fascinaram na carreira. Ele chegou a ser militante e a participar de campanhas, mas logo descobriu que não queria ser político. – Eu me apaixonei durante o curso. Tive uma certa resistência na família, havia uma insegurança sobre o meu futuro, mas conversei muito com eles. Hoje, estão todos orgulhosos.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

EXPECTATIVA DAS NOTAS APÓS PROVAS ENEM...

Resultados da avaliação só serão divulgados no mês de fevereiro... Para milhares de estudantes que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no final de semana, uma questão ficou aberta: o que fazer agora? Após mais desconfianças com a prova depois da trapalhada do gabarito, a resposta pode não agradar: esperar e seguir a preparação para os vestibulares de verão. A expectativa deve durar dois meses, caso nada mais saia errado, quando a nota do Enem será divulgada. Então, se inicia uma etapa inédita para os candidatos a uma vaga no Ensino Superior: a da escolha da universidade desejada pela internet. Tudo indica que começa a ficar para trás a tradicional maratona de vestibulares, com estudantes realizando provas em diferentes instituições. – Havia gente que realizava seis vestibulares, tendo de viajar para outras cidades. Isso, até do ponto de vista econômico, era muito custoso para os candidatos. O que pretendemos é racionalizar o sistema. Com apenas o Enem, será possível disputar vaga em cada vez mais universidades – avisa Carlos Artexes Simões, diretor de Concepções e Orientações Curriculares para a Educação Básica do Ministério da Educação. O estudante entrará no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e conferirá a nota obtida. Na mesma página, haverá a lista das instituições em todo o país que usam o Enem como forma de seleção. Ao selecionar a universidade e colocar a nota, o sistema informará se o interessado tem média suficiente para ingressar. Mas ainda não será a hora de mandar fazer a faixa. A média para aquele curso pode aumentar à medida que outros candidatos com notas melhores o escolherem. A ordem de chegada não fará diferença. Enquanto o sistema estiver no ar, será possível simular escolhas, conferir as notas e mudar de opção. No final do prazo, o aluno poderá se inscrever em até cinco cursos de no máximo cinco instituições. Esse processo deve se repetir cinco vezes até a distribuição completa das vagas. Pelo que mostrou no final de semana, o exame tem condições de melhorar nos próximos anos. A professora de geografia Roselane Costella, que desde 1998 acompanha o Enem, acredita que a tendência é a prova se firmar como uma substituta dos vestibulares. – Essa primeira edição mostrou consistência e respeito ao que se ensina no Ensino Médio. Mas ainda precisa avançar no caráter interdisciplinar das questões – afirma a educadora, que leciona nos ensinos Médio e Superior de Porto Alegre. A nota no RS - UFRGS – Para os alunos que optarem pelo exame, a nota valerá como a 10ª prova do vestibular e só poderá ajudar na média harmônica. Estudantes sem o Enem terão a média calculada pelas nove provas. - UFCSPA – Única forma de acesso à Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. - Furg – Serão considerados 50% da nota do Enem e 50% da nota do processo seletivo tradicional. - UFPel – Única forma de acesso à Universidade Federal de Pelotas. - Unipampa – Única forma de acesso à Universidade Federal do Pampa. - UFSM – A Universidade Federal de Santa Maria não utilizará o Enem no próximo processo seletivo. O que o estudante terá de fazer agora - Provavelmente em 5 de fevereiro, após o final do período de vestibulares, o candidato irá conferir sua nota no site www.enem.inep.gov.br. Na mesma página, poderá ver a lista das instituições. - Ao selecionar uma opção e colocar a sua nota, o sistema informará se tem ou não média suficiente para ingressar. Essa informação pode mudar quando mais candidatos entrarem no sistema e escolherem o curso, com médias mais altas. É importante ficar atento. - Será possível simular escolhas, checar notas e mudar de opção quantas vezes desejar até o fim do prazo, quando poderá se inscrever em até cinco cursos de no máximo cinco instituições. - O sistema classificará os inscritos com as melhores notas por curso. Cada um será selecionado para uma graduação. Cinco chamamentos estão programados, mas a primeira opção é a mais importante. Para onde pode ir o exame? - Pelo conteúdo que mostrou, pode se firmar no lugar dos vestibulares. Mas a organização do próximo Enem terá de ser perfeita sob pena de cair no total descrédito. - O Inep dá sinais de que poderá realizar duas edições do Enem em 2010 para atender às instituições com vestibular no meio do ano. - O conceito da divisão das provas por áreas deve melhorar. Por enquanto, as questões não são interdisciplinares como deveriam. - A exigência da interpretação promete aumentar nos próximos anos para atender ao que pretende o Enem. Macetes para chegar à resposta devem perder a utilidade. - A dimensão continental do Brasil pede provas diferentes para cada região do país. Diversos temas locais não puderam ser abordados por ser uma prova nacional.

PUCRS... VESTIBULAR NESTE SÁBADO...

Processo seletivo tem 8.053 inscritos Com um total de 8.053 inscritos, a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) realiza o processo seletivo de verão neste final de semana. Os cursos mais procurados na instituição são Medicina (22,47 por vaga), Arquitetura e Urbanismo (5,20), Odontologia(4,87), Engenharia Civil (4,56) e Jornalismo/Manhã (3,90). As provas começam às 16h, e os candidatos deverão levar cédula de identidade, lápis ou lapiseira nº 2 e caneta azul ou preta. O listão será divulgado a partir do dia 16 pelo e-mail fornecido pelo candidato e no site da universidade.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

COP 15... COPENHAGEN 2009...

A COP-15, 15ª Conferência das Partes, realizada pela UNFCCC – Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, de 7 a 18 de dezembro deste ano, em Copenhague (Dinamarca), vem sendo esperada com enorme expectativa por diversos governos, ONGs, empresas e pessoas interessadas em saber como o mundo vai resolver a ameaça do aquecimento global à sobrevivência da civilização humana. Não é exagero. De acordo com o 4º relatório do IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, órgão que reúne os mais renomados cientistas especializados em clima do mundo, – publicado em 2007, a temperatura da Terra não pode aumentar mais do que 2º C, em relação à era pré-industrial, até o final deste século, ou as alterações climáticas sairão completamente do controle. Para frear o avanço da temperatura, é necessário reduzir a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, já que são eles os responsáveis por reter mais calor na superfície terrestre. O ideal é que a quantidade de carbono não ultrapassasse os 350ppm, no entanto, já estamos em 387ppm e esse número cresce 2ppm por ano. Diminuir a emissão de gases de efeito estufa implica modificações profundas no modelo de desenvolvimento econômico e social de cada país, com a redução do uso de combustíveis fósseis, a opção por matrizes energéticas mais limpas e renováveis, o fim do desmatamento e da devastação florestal e a mudança de nossos hábitos de consumo e estilos de vida. Por isso, até agora, os governos têm se mostrado bem menos dispostos a reduzir suas emissões de carbono do que deveriam. No entanto, se os países não se comprometerem a mudar de atitude, o cenário pode ser desesperador. Correremos um sério risco de ver: - a floresta amazônica transformada em savana; - rios com menor vazão e sem peixes; - uma redução global drástica da produção de alimentos, que já está ocorrendo; - o derretimento irreversível de geleiras; - o aumento da elevação do nível do mar, que faria desaparecer cidades costeiras; - a migração em massa de populações em regiões destruídas pelos eventos climáticos e - o aumento de doenças tropicais como dengue e malária. COP-15: É AGORA OU NUNCA! Apesar de a UNFCCC se reunir anualmente há uma década e meia, com o propósito de encontrar soluções para as mudanças climáticas, este ano, a Conferência das Partes tem importância especial. Há dois anos, desde a COP-13 em Bali (Indonésia), espera-se que, finalmente, desta vez, tenhamos um acordo climático global com metas quantitativas para os países ricos e compromissos de redução de emissões que possam ser mensurados, reportados e verificados para os países em desenvolvimento. A Convenção vai trabalhar com o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Isso significa que os países industrializados, que começaram a emitir mais cedo e lançam uma quantidade maior de CO2 e outros gases de efeito estufa na atmosfera em função de seu modelo de crescimento econômico, devem arcar com uma parcela maior na conta do corte de carbono. Por isso, a expectativa é de que os países ricos assumam metas de redução de 25% a 40% de seus níveis de emissão em relação ao ano de 1990, até 2020. Os países em desenvolvimento, por sua vez, se comprometem a reduzir o aumento de suas emissões, fazendo um desvio na curva de crescimento do “business as usual” e optando por um modelo econômico mais verde. É isso o que fará com que Brasil, Índia e China, por exemplo, possam se desenvolver sem impactar o clima, diferentemente do que fizeram os países ricos. Para mantermos o mínimo controle sobre as consequências do aquecimento global, a concentração global de carbono precisa ser estabilizada até 2017, quando deve começar a cair, chegando a ser 80% menor do que em 1990. PROTOCOLO DE KYOTO – PARTE 2 Engana-se quem pensa que as decisões tomadas na COP-15 substituirão o Protocolo de Kyoto. Na realidade, paralelamente à Conferência, mas no mesmo espaço, é realizada a 5ª Reunião das Partes do Protocolo de Kyoto, que deve definir quais serão as metas para os países do chamado Anexo I, para o segundo período de compromisso do documento, que vai de 2013 a 2017. Várias das reuniões que ocorrem nos quinze dias de encontro servem, ao mesmo tempo, aos dois eventos. Até 2012, os países desenvolvidos signatários do Protocolo, devem reduzir suas emissões em 5,2%. Espera-se que os Estados Unidos, que se recusaram a ratificar o documento, tenham uma postura diferente, agora sob a gestão Obama. A PAUTA DA COP EM CINCO EIXOS Na COP-13 foram estabelecidos cinco blocos de sustentação para a 15ª Conferência das Partes, que representam os pontos cruciais que devem ser discutidos e acordados entre os países. São eles: 1. Visão Compartilhada: Antes de qualquer acordo, é necessário que os países definam que haverá um objetivo global de redução de emissões, deixando claro quais são o aumento de temperatura e, especialmente, a concentração de gases de efeito estufa considerados limites. Esses números estão longe de ser um consenso até agora. Enquanto os países mais vulneráveis desejam metas rigorosas, os países que terão de arcar com a conta do aquecimento global torcem por menos rigidez. 2. Mitigação: A necessidade de cortar emissões de carbono é indiscutível. No entanto, os países em desenvolvimento argumentam que as mudanças climáticas que presenciamos atualmente se devem à concentração do carbono emitido pelos países ricos desde o início da Revolução Industrial e, portanto, apenas eles deveriam assumir metas de redução de emissão. Por outro lado, os países desenvolvidos alegam que os países do BIC (Brasil, Índia e China) vem aumentando suas emissões rapidamente e, em breve, devem superar os primeiros em volume de gases de efeito estufa lançados na atmosfera. Por isso, eles exigem que os países em desenvolvimento também se comprometam a diminuir emissões. Se o “Mapa do Caminho de Bali” for mesmo respeitado, na COP-15, a discussão deve focar mais nos auxílios financeiro e tecnológico dos industrializados destinados aos países em desenvolvimento, para que façam a mitigação sem comprometer sua economia. As regras dos mecanismos de compensação de emissões, créditos de carbono e preservação florestal, como MDL – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, REDD – Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal e NAMAS – sigla em inglês para Medidas Nacionalmente Apropriadas de Mitigação, devem ser mais bem formatadas. 3. Adaptação: Os países pobres, que ironicamente menos contribuem para o aquecimento global, são os mais vulneráveis às inevitáveis alterações climáticas que já estamos presenciando e veremos se tornar cada vez mais frequentes. Eles necessitarão de recursos financeiros e tecnológicos para incrementarem sua infraestrutura e se protegerem das catástrofes que estão por vir. Atualmente, discute-se a criação de um fundo internacional de adaptação com essa finalidade. 4. Transferência de Tecnologias: Inovações tecnológicas são, cada vez mais, imprescindíveis para que possamos mudar nosso modelo de desenvolvimento para uma economia de baixo carbono, baseada, especialmente, em fontes limpas de energia, aumento da eficiência energética, substituição de combustíveis fósseis e desmatamento-zero. É preciso definir de que maneira o conhecimento tecnológico dos países desenvolvidos será transferido para os demais. Cogita-se, inclusive, a quebra de patentes para facilitar o acesso à tecnologia que pode ajudar a conter o aquecimento global. 5. Apoio Financeiro: Será fundamental que os países ricos destinem recursos financeiros para que os países em desenvolvimento e menos desenvolvidos realizem suas ações de mitigação e adaptação e desenvolvam tecnologias. Atualmente, estima-se que esse montante seja de 150 bilhões de dólares até 2030, distribuídos entre o mecanismo de NAMAS, a preservação florestal e a adaptação. A quantidade não é suficiente, estima-se que seriam necessários pelo menos o dobro de recursos. Para se ter uma ideia, para controlar a crise financeira e evitar a quebra dos bancos, 4 trilhões de dólares foram disponibilizados. QUEM PARTICIPA E QUAIS SÃO OS RISCOS DESTA COP Normalmente, as Conferências das Partes acontecem durante duas semanas. Os ministros de cada país costumam chegar só depois da primeira semana e a discussão ganha força – mesmo! - apenas nos últimos dias ou horas. Participam da Conferência, com poder de voto, os Estados Nacionais que são signatários da Convenção e/ou do Protocolo de Kyoto, por meio de suas delegações. Outros países podem participar do encontro como observadores, assim como as ONGs. Os observadores podem se manifestar nas reuniões formais por meio de propostas escritas, que são lidas ao público, mas não têm poder de decisão. Os chefes de estado não participam, obrigatoriamente, da COP, mas seria desejável que eles comparecessem para dar peso à Convenção. Há uma grande expectativa de que o presidente norteamericano Barack Obama esteja presente, o que faria com que muitos outros também aparecessem por lá. No entanto, corre-se o risco de que, assim como aconteceu em 1997, na definição do Protocolo de Kyoto, esses chefes de Estado se reúnam a portas fechadas e negociem sozinhos, invalidando a Convenção e tornando o processo menos democrático e transparente. Organizações como a CAN – Climate Action Network, constituída por cerca de 365 ONGs, que se articulam para que os objetivos da Convenção sejam cumpridos, e a campanha internacional Tck Tck Tck estão empenhadas em fazer pressão e evitar que isso aconteça. Ainda corre-se o risco de a COP-15 terminar sem acordo nenhum ou com propostas bem inferiores ao que seria necessário para controlarmos o aquecimento global, o que seria uma verdadeira tragédia para todos os povos. Infelizmente, muitos especialistas não têm se mostrado esperançosos com Copenhague, já que os países desenvolvidos vêm apresentando números inferiores ao esperado. Há quem acredite que a mudança em relação às emissões de carbono não virá de uma discussão internacional como essa e, sim, da sociedade civil, dos setores privados, de cidades que se virem ameaçadas pelas alterações do clima. Até dezembro, nos resta apoiar aos diversos movimentos de diferentes setores, que têm encaminhado propostas ao governo para contribuir com as decisões internacionais, cobrar de nossos representantes e torcer. * COP-15 * CAN - Climate Action Network * Tck Tck Tck Fontes: - Publicações da ONG Vitae Civilis: "Antes que seja tarde: a urgência de uma resposta negociada entre nações para os desafios de mudança do clima" e "Panorama dos atores e iniciativas no Brasil sobre mundanças do clima" e palestras. A COP-15, 15ª Conferência das Partes, realizada pela UNFCCC – Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, de 7 a 18 de dezembro deste ano, em Copenhague (Dinamarca), vem sendo esperada com enorme expectativa por diversos governos, ONGs, empresas e pessoas interessadas em saber como o mundo vai resolver a ameaça do aquecimento global à sobrevivência da civilização humana. Não é exagero. De acordo com o 4º relatório do IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, órgão que reúne os mais renomados cientistas especializados em clima do mundo, – publicado em 2007, a temperatura da Terra não pode aumentar mais do que 2º C, em relação à era pré-industrial, até o final deste século, ou as alterações climáticas sairão completamente do controle. Para frear o avanço da temperatura, é necessário reduzir a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, já que são eles os responsáveis por reter mais calor na superfície terrestre. O ideal é que a quantidade de carbono não ultrapassasse os 350ppm, no entanto, já estamos em 387ppm e esse número cresce 2ppm por ano. Diminuir a emissão de gases de efeito estufa implica modificações profundas no modelo de desenvolvimento econômico e social de cada país, com a redução do uso de combustíveis fósseis, a opção por matrizes energéticas mais limpas e renováveis, o fim do desmatamento e da devastação florestal e a mudança de nossos hábitos de consumo e estilos de vida. Por isso, até agora, os governos têm se mostrado bem menos dispostos a reduzir suas emissões de carbono do que deveriam. No entanto, se os países não se comprometerem a mudar de atitude, o cenário pode ser desesperador. Correremos um sério risco de ver: - a floresta amazônica transformada em savana; - rios com menor vazão e sem peixes; - uma redução global drástica da produção de alimentos, que já está ocorrendo; - o derretimento irreversível de geleiras; - o aumento da elevação do nível do mar, que faria desaparecer cidades costeiras; - a migração em massa de populações em regiões destruídas pelos eventos climáticos e - o aumento de doenças tropicais como dengue e malária. COP-15: É AGORA OU NUNCA! Apesar de a UNFCCC se reunir anualmente há uma década e meia, com o propósito de encontrar soluções para as mudanças climáticas, este ano, a Conferência das Partes tem importância especial. Há dois anos, desde a COP-13 em Bali (Indonésia), espera-se que, finalmente, desta vez, tenhamos um acordo climático global com metas quantitativas para os países ricos e compromissos de redução de emissões que possam ser mensurados, reportados e verificados para os países em desenvolvimento. A Convenção vai trabalhar com o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Isso significa que os países industrializados, que começaram a emitir mais cedo e lançam uma quantidade maior de CO2 e outros gases de efeito estufa na atmosfera em função de seu modelo de crescimento econômico, devem arcar com uma parcela maior na conta do corte de carbono. Por isso, a expectativa é de que os países ricos assumam metas de redução de 25% a 40% de seus níveis de emissão em relação ao ano de 1990, até 2020. Os países em desenvolvimento, por sua vez, se comprometem a reduzir o aumento de suas emissões, fazendo um desvio na curva de crescimento do “business as usual” e optando por um modelo econômico mais verde. É isso o que fará com que Brasil, Índia e China, por exemplo, possam se desenvolver sem impactar o clima, diferentemente do que fizeram os países ricos. Para mantermos o mínimo controle sobre as consequências do aquecimento global, a concentração global de carbono precisa ser estabilizada até 2017, quando deve começar a cair, chegando a ser 80% menor do que em 1990.

ERROS COLOCAM EM DÚVIDA PROVAS DO NOVO ENEM...

Divulgação equivocada de resultados reacende desconfiança sobre concurso Depois da fraude que provocou o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por dois meses, a divulgação do gabarito errado da prova provocou mais confusão no Ministério da Educação (MEC) ontem. As provas ocorreram no final de semana em todo o país. Depois do anúncio de que a correção ocorreria na manhã de ontem, apenas à tarde o Inep divulgou as respostas corretas. Técnicos responsáveis pela organização das respostas confundiram as listas – eram oito no total – e deixaram no domingo, por cerca de duas horas, milhares de alunos em pânico. O instituto também confirmou a anulação de uma questão da prova de linguagens. A trapalhada reacendeu a desconfiança em relação ao concurso, abalada pelo seu cancelamento, em outubro, devido ao vazamento de provas. A avaliação no ministério é de que, apesar de não ter havido estragos maiores, a falha na divulgação do gabarito não poderia ter acontecido justamente com o Enem. Já prejudicado pela tentativa de fraude, o exame não poderia enfrentar mais nenhum erro. Ministério já prepara demissões de técnicos A confusão com os gabaritos foi descoberta às 21h30min de domingo, uma hora e meia depois de eles terem sido colocados no ar pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao MEC responsável pela prova. Verificado o erro, os arquivos foram retirados do ar. Para evitar mais problemas, o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, verificou cada uma das oito listas pessoalmente na manhã de ontem. O gabarito correto foi divulgado apenas no começo da tarde O Enem deste ano teve quatro provas de Exatas, aplicadas no sábado, e outras quatro de Humanas, distribuídas no domingo. Cada uma delas tinha uma cor. As questões eram as mesmas, mas a ordem, diferente. A confusão teria ocorrido entre os gabaritos das diferentes provas: a mesma questão tinha respostas distintas em cada caderno. O erro tornou um pouco mais complicada a situação de técnicos que cuidam do exame no Inep. O ministério já prepara a demissão de pessoas suspeitas de negligência na fraude que cancelou a primeira versão da prova, marcada para outubro. O ministro da Educação, Fernando Haddad, espera apenas a finalização do inquérito da Polícia Federal e da auditoria interna para definir as trocas. O presidente do instituto, no entanto, será mantido. Futuro da prova em xeque As falhas na divulgação do gabarito do Enem remexeram na ferida aberta pelo vazamento das provas, em outubro. Especialistas avaliam que, em razão do precedente negativo, o erro no domingo teve sua repercussão alargada e pode impactar na credibilidade do exame. Para Osvino Toillier, presidente do Sindicato dos Estabelecimentos do Ensino Privado no Estado (Sinepe/RS), a divulgação errada do gabarito é “imperdoável”. O professor entende que a repetição de problemas no Enem pode até mesmo levar universidades a não adotarem a avaliação como critério de seleção de alunos para seus cursos. – O vazamento da prova teve impacto extremamente negativo. Neste novo momento, não poderia haver qualquer problema. Esse gabarito com falha reforça a perda de credibilidade. Se eu fosse o ministro, estaria colocando fogo pelas ventas – disse Toillier. A doutora em Educação Helena Sporleder Côrtes, professora da Pontifícia Universidade Católica (PUCRS) entende que falhas em gabaritos podem ocorrer, mas provocam um desgaste maior no caso do Enem em razão do vazamento das provas: – Problema em gabarito não é uma tragédia. Quem tem experiência em concursos sabe que é um risco que sempre se corre. O problema é que, depois do vazamento da prova, esperava-se que todos os cuidados seriam tomados e que isso não iria acontecer. A professora afirma que a desconfiança dos alunos em relação ao exame também deve ser entendida no contexto de uma sociedade marcada por escândalos de corrupção: – Em um país onde surgem notícias de dinheiro escondido na cueca e na meia, um novo problema no Enem pode levar o aluno a pensar que não vale a pena estudar, porque este não é um país sério – afirma Helena

domingo, 6 de dezembro de 2009

MEC DIVULGA PROVAS E O GABARITO DO ENEM...

MEC divulga provas e o gabarito do Enem No total, mais de 2,5 milhões de estudantes participaram do exame Atualizada às 20h41min O Ministério da Educação (MEC) divulgou na noite de hoje as provas e o gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que ocorreu neste final de semana. No total, mais de 2,5 milhões de estudantes participaram do Enem no país. Segundo o MEC, neste segundo e último dia de Enem não houve registro de incidente em nenhuma das mais de 9 mil salas onde foram aplicadas as provas. Hoje os participantes do Enem fizeram as provas de Matemática e suas tecnologias e de Linguagens, códigos e suas tecnologias — cada uma com 45 questões, além da redação. A média nacional de faltosos ficou em 37,7% no sábado. Neste domingo, dados preliminares apontam que 2,9% dos inscritos que realizaram a prova no sábado desistiram de fazê-la hoje. Conforme o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o índice nacional de abstenção é atribuído, fundamentalmente, à distância de quase cinco meses entre período de inscrições e aplicação da prova e à ocorrência de chuvas em todo o país. — O adiamento do exame deve ter tido impacto nesses índices. Nas edições anteriores, a abstenção tem oscilado entre 25% e 30%, mas nunca o período que separa inscrição e aplicação da prova havia sido tão longo — diz o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes. As informações são do site do Inep www.inep.gov.br

ABSTENÇÃO NO ENEM É RECORDE E PODE PASSAR DE 40%...

Menos de 2,6 milhões de estudantes fizeram as provas do exame Menos de 2,6 milhões de estudantes fizeram as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A abstenção é recorde, de pelo menos 37,7% do total de inscritos — cerca de 4,1 milhões de pessoas. Em 2008, menos de 28% dos estudantes não compareceram. Só no Estado de São Paulo, 46,9% dos inscritos deixaram de fazer a prova este ano. O percentual de abstenção ainda pode subir, já que o dado é relativo à aplicação da prova de ontem. Informações preliminares do Ministério da Educação indicam que neste domingo não compareceram pelo menos 2,9% dos inscritos que tinham feito a prova de sábado. Confira o gabarito. Apesar da alta abstenção, o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes, fez um balanço positivo do Enem. Segundo ele, o número dos alunos que fizeram as provas é maior que o total de estudantes que estão concluindo o Ensino Médio e que o número de inscritos nos vestibulares das universidades federais. Fernandes atribui a grande abstenção às chuvas que ocorrem em várias partes do país, à distância entre a data da inscrição e a realização do exame, que estava previsto inicialmente para outubro, e também à impossibilidade, com o adiamento, dos resultados serem utilizados por algumas universidades, como foi o caso da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O resultado das provas deverá ser publicado em 5 de fevereiro do próximo ano. As provas objetivas e as redações serão corrigidas separadamente e essas últimas serão lidas em telas de computadores após passarem por um scanner (para digitalizar a imagem). Fernandes explicou que a prova do Enem teve como aspecto fundamental a contextualização, o que exigiu a elaboração de questões com enunciados maiores e, portanto, forçou mais a leitura para os alunos. Em janeiro, o Inep deverá aplicar o exame para as pessoas que estão presas. Reclamações sobre a aplicação da prova podem ser feitas no serviço Fala, Brasil pelo telefone 0800-616161 ou no Fale Conosco, disponível no site www.inep.gov.br.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

SOBRE CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO...

Introdução Face à escalada desenfreada de violência e ódio no conflito que opõe israelenses e palestinos ao longo dos últimos dezoito meses, impõe-se uma análise de origens e da evolução do conflito, dos atores intervenientes e seus objetivos e valores subjacentes. A ofensiva militar de Israel contra os territórios e as principais cidades palestinas, justificada perante a opinião pública mundial como um esforço de destruir a “infra-estrutura” do terrorismo certamente não prima por uma visão estratégica e política capaz de conduzir a um futuro consenso, com base em um diálogo mediado por representantes das Nações Unidas e outras organizações internacionais. Apesar da resolução recente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, favorável à criação de um Estado palestino ao lado do Estado de Israel, a tragédia mortífera no Oriente Médio prossegue aparentemente sem solução à vista. O texto procura esclarecer os fatos e estimular a discussão do problema que se tornou mundial em suas implicações. Os antecedentes históricos Contrariamente ao senso comum, os conflitos entre judeus-israelenses e árabes-palestinos não surgiram apenas nos últimos anos, mas têm um histórico de mais de um século. O início da colonização impulsionada pelos ideais zionistas– o retorno à terra bíblica, a volta à terra, tendo a agricultura como fonte principal de sustento e a cooperação dos produtores como base de uma sociedade mais justa – levou ondas sucessivas de “pioneiros” para a Terra Santa, desde o final do século XIX. Naquela época, a região estava sob o domínio do sultão, dos Turcos Otomanos, esparsamente povoada por agricultores palestinos no lado ocidental, que seria posteriormente declarado como Estado de Israel, e por beduínos nômades na parte oriental, transformada pelos Ingleses no reino da Transjordânia, no final da Primeira Guerra Mundial. Na primeira metade do século vinte, cresceu a população judaica da Palestina, em decorrência das ondas de perseguição e massacres, na Rússia Czarista e na Europa Oriental, impulsionando o movimento zionista, fundado na última década do século XIX, em Basiléia, na Suíça. Em 1917, em plena guerra mundial, a Grã-Bretanha divulgou a “Declaração Balfour” em que declarava ver com simpatia o estabelecimento de um “lar nacional” para os judeus na Palestina. Mas, concomitantemente, aumentou também a população árabe, por crescimento vegetativo e por imigração dos países vizinhos, mais pobres e economicamente mais atrasados. Ataques às colônias estabelecidas pelos pioneiros ocorreram esporadicamente, ganhando maior ímpeto e adesão em 1929, nas cercanias de Jerusalém e em 1935-36, as vésperas da Segunda Guerra Mundial, o que levou o governo britânico a editar o “livro branco”, restringindo a imigração de judeus, apesar de números crescentes de refugiados da Alemanha nazista e da Europa Central e Oriental. Durante a Segunda Guerra, houve movimentos militares anti-britânicos no Egito e no Iraque favoráveis à Alemanha, cujas tropas estavam avançando em direção ao Canal de Suez pelo Norte da África, chegando às portas de Alexandria, e pelas estepes da União Soviética, em direção aos poços de petróleo, no Cáucaso. Reprimidas as revoltas dos oficiais egípcios e iraquianos, os ingleses passaram a apoiar-se na população judia da Palestina, em cujo território instalaram bases operacionais e amplas instalações de recondicionamento de tanques e artilharia, destroçados pelos blindados alemães do General Rommel. Ademais, criaram uma Brigada Judaica, para serviços de suporte às tropas combatentes no Norte da África. Terminada a guerra e reveladas as dimensões apocalípticas do Holocausto, a pressão da opinião pública mundial e sobretudo, da americana, levaram a Assembléia Geral da ONU a aprovar em 1947 um plano de partilha da Palestina, em um Estado judeu e outro palestino. Convém frisar que todo o território não passava de 27.000 km2, dos quais pelo menos 1/3 se situava no deserto de Neguev. Com o fim do mandato inglês e a retirada das tropas britânicas irrompeu a guerra da independência, em que o novo Estado de Israel enfrentou os exércitos do Egito, Síria, Tranjordânia, Líbano, Iraque e os próprios palestinos, muitos dos quais foram induzidos a abandonar seus lares, na expectativa de um próximo retorno com a vitória dos exércitos árabes. Assim, segundo Meron Benvenisti, historiador israeli, ....”dezenas de vilarejos, centros urbanos e 400.000 hectares de terras cultiváveis foram abandonados por seus habitantes - cerca de 600.000 – que se transformaram em refugiados, nos próprios países árabes. É esta massa de refugiados, estimados em 3 milhões espalhados nos campos do Líbano, da Jordânia e da faixa de Gaza, que constitui o problema mais espinhoso nas negociações sobre o futuro da relação entre Israel e o Estado palestino a ser criado. No fim da guerra, com o armistício imposto pelas Nações Unidas, Israel ocupava, além de sua parte, também áreas cedidas aos palestinos pelo plano da partilha. Em 1956, numa guerra relâmpago contra o Egito de Gamal A. Nasser, as tropas israelenses chegaram até o Canal de Suez, recentemente nacionalizado pelo Egito, o que provocou a reação da França e Grã-Bretanha que se juntaram à guerra ao lado de Israel. Nesse impasse, Nasser foi salvo pela intervenção diplomática conjunta dos EUA e da União Soviética que forçaram a retirada das tropas estrangeiras do território egípcio. Em 1967, eclodiu um novo conflito, em que Israel enfrentou os exércitos do Egito, Síria e Jordânia, conquistando as colinas do Golan no norte, a faixa de Gaza e o deserto do Sinai do Egito e a Cisjordânia, incluindo a parte árabe de Jerusalém, da Jordânia. Longe de aplacar os ressentimentos e desejos de vingança, a vitória na “guerra dos seis dias” deu origem a um movimento de irredentismo e ações de terrorismo por parte dos palestinos, apoiados com armas e recursos financeiros pelos países árabes, mas que não se dispuseram a acolher e integrar os refugiados. Ao contrário, em setembro de 1971 ocorreu um massacre de milhares de palestinos nos campos de refugiados, pelas tropas do rei Hussein, na Jordânia. Novamente, em 1973, os exércitos árabes do Egito e da Síria lançaram uma ofensiva-surpresa, durante o feriado judaico de Yom Kippur. Embora inicialmente bem sucedido devido ao efeito surpresa, as tropas árabes foram derrotadas e milhares foram feitos prisioneiros de guerra. Mas, em 1977, com a intervenção do presidente J. Carter, o governo israeli (do conservador M. Begin) iniciou conversações com o Egito, com o resultado de um acordo de paz e a devolução do Sinai. Em 1982, sob o comando do atual primeiro ministro, o então general Ariel Sharon, as tropas israelenses invadiram o Líbano, chegando à capital Beiruth, quando a milícia cristã massacraram milhares de palestinos, sem que os israelenses interviessem para deter a fúria dos milicianos. A ocupação da parte meridional do Líbano prolongou-se até 2000, caracterizada por ataques às cidades e colônias israelenses pelas milícias Hizbollah (os soldados de Deus) até a desocupação militar do território. Entretanto, após gestões prolongadas de diplomatas escandinavos, israelenses e palestinos iniciaram em 1993 um processo de paz que previa a retirada gradual de Israel dos territórios, em troca de reconhecimento pelos palestinos do Estado judeu. Mas enquanto prosseguiram as reuniões intermitentes, mediadas pelo presidente Clinton, os israelis (mesmo sob o governo trabalhista de I. Rabin) continuaram com a política de assentamentos na Cisjordânia e em Gaza, enquanto os palestinos não pararam sua estratégia de atentados. Em julho de 2000, o então primeiro ministro Ehud Barak avançou na oferta de devolução de até 95% dos territórios e de divisão da soberania sobre Jerusalém – um ato que quase certamente teria sido vetado pelo Parlamento – que foi rejeitado por Yasser Arafat. Em conseqüência, Barak perdeu a maioria no Parlamento, o que levou à ascensão de Sharon e da ala dos grupos mais radicais, na condução da guerra e da política israelense. As vésperas da visita de Colin Powell ao Oriente Médio, os palestinos intensificaram os atentados suicidas a alvos civis e o exército de Israel ocupou as principais cidades da Cisjordânia, na caça aos terroristas. Dos dois lados predominam os extremistas, o que afasta cada vez mais as chances de paz. Arafat parece ter perdido o controle dos grupos radicais, enquanto Sharon não dá sinais de ter renunciado à manutenção dos assentamentos nos territórios ocupados. Quais são então as chances de um armistício que levaria à negociação de paz? À complexidade dos problemas em jogo – assentamentos, devolução de territórios, Jerusalém, refugiados – vem acrescentar-se o peso dos atores políticos, internos e externos, que complicam ainda mais o cenário político e estratégico. A visão e ação norte-americanas expressas na doutrina de Bush, de “guerra contra o mal” embaralha o jogo, enquanto estimula e legitima a escalada militar de Israel, supostamente alinhado ao combate universal contra o terrorismo. Os atores sociais em confronto Quando os ingleses abandonaram seu mandato e se retiraram da Palestina, as Nações Unidas recomendaram a divisão em dois Estados, um judeu e um árabe, de acordo com a concentração demográfica das respectivas populações. Os árabes recusaram a partilha, lançando-se em uma guerra em que prometiam “jogar os judeus no mar”. No final do conflito e o cessar-fogo de 1949, a Jordânia tinha ocupado a Cisjordânia e a parte oriental de Jerusalém e o Egito, a faixa de Gaza. Durante os dezoito anos que se seguiram, não houve nenhuma tentativa por parte dos países árabes de integrar e assentar pelo menos parte dos refugiados palestinos, enquanto Israel recebeu entre 500-600.000 refugiados judeus, expulsos dos países árabes, desde o Maghreb até o Iraque. A vitória relâmpago de Israel na guerra dos 6 dias não melhorou o cenário. Ao contrário, reunidos em Khartum-Sudão, os lideres árabes responderam às ofertas de paz com os “três nãos”: não reconhecimento, não negociar e não à paz com Israel. O breve interregno aberto após a guerra de Yom Kippur em 1973, com as negociações e a conclusão da paz entre o Egito de A. Sadat e M. Begin, respectivamente presidente e primeiro-ministro, pareciam inaugurar uma nova fase nas explosivas relações entre árabes e judeus. Entretanto, uma nova Intifada prolongou o impasse entre palestinos e israelis, até o início das negociações de Oslo, em 1993. Militarmente derrotados, os palestinos mantiveram a exigência de uma total retirada de territórios ocupados, contando com o apoio não só dos países árabes, mas também das organizações internacionais, da União Européia e dos próprios Estados Unidos. Por mais complexa e intratável que pareça a situação, a solução mais provável a ser negociada é a criação do Estado palestino, conforme a proposta do príncipe Saudita Abdulla, em troca do reconhecimento de Israel e da normalização de suas relações diplomáticas e comerciais com todos os países árabes. Entretanto, o quadro complicou-se no seio dos militantes palestinos, com o surgimento, no início de 2002, das Brigadas dos Mártires, de Al Aqsa, uma organização secular, cujos ativistas de base vêm de organizações locais, sem coordenação do escalão político superior. Embora reconheçam Arafat como líder nacional, negam uma relação direta entre ele e as Brigadas. Consideram a resistência armada como forma de luta para promover objetivos políticos, a partir da premissa que esta não se resumirá com os acordos de Oslo. Não compartilham com a linha dura de outros grupos (Hamas e Jihad) que querem a destruição de Israel e aceitam a participação de mulheres na luta. A repressão “linha dura” de Sharon levou a uma aliança estratégica entre os grupos armados opostos no cenário político palestino. A investida do exército de Israel nos territórios impeliu os militantes nacionalistas (Tanzin, Brigadas dos Mártires de Al Agsa) e os extremistas islâmicos (Hamas, Jihad) a superarem suas diferenças ideológicas, atuando como uma frente comum e deixando temporariamente as disputas sobre as características do futuro Estado palestino. Enquanto o Hamas preconiza a libertação da Palestina e a criação de um Estado Islâmico, do Mediterrâneo até o rio Jordão, o Tanzim- braço armado do Fatah, partido de Arafat - quer expulsar tropas e colonos israelenses dos territórios ocupados em 1967, para criar, ao lado de Israel, um Estado laico, com capital em Jerusalém Oriental. Entretanto, o governo e as forças armadas israelenses equivocadamente consideram como terroristas tanto os grupos nacionalistas identificados com a ANP (Autoridade Nacional Palestina) e Arafat, quanto os militantes do Hamas e Jihad Islâmico, atribuindo toda a responsabilidade pelos atentados suicidas a Arafat. Diluindo-se as linhas distintivas, tornou-se difícil identificar interlocutores válidos para avançar em direção a negociações de paz, fortalecendo, ao mesmo tempo, os radicais que apóiam Sharon na caracterização de todos os palestinos, incluindo Arafat, como terroristas. Após a invasão e destruição das cidades da Cisjordânia, Arafat e Sharon estão cada vez mais distantes de estabelecer um cessar-fogo e de entabular negociações, para chegar a um acordo de paz. Arafat não cumpriu sua promessa feita no acordo de Oslo de evitar ataques de terroristas a partir de territórios controlados pela ANP- Autoridade Nacional Palestina. Mas, também Sharon falhou, não oferecendo aos palestinos qualquer perspectiva confiável de realizarem seus objetivos por meios não-violentos. A conseqüência mais direta da “guerra” travada é o isolamento de Israel de países amigos que o apoiaram e a deterioração de seu nome e prestígio perante a opinião pública mundial. Com todo o esforço de seu potencial militar, Sharon não foi capaz de fazer parar os ataques de guerrilhas suicidas, enquanto se destruía a tênue esperança de israelis e de palestinos, na possibilidade de um acordo justo para atender as reivindicações e expectativas dos dois povos. Sharon e seu grupo de apoio parecem não aceitar uma questão de princípio fundamental para qualquer movimento em direção à paz. Israel deverá abandonar a maior parte dos territórios conquistados em 1967, para que possa surgir um Estado palestino viável na faixa ocidental e em Gaza. Pior ainda, os ultra-nacionalistas – do partido Nacional Religioso – incorporados ao governo opõem-se à soberania palestina na faixa ocidental do rio Jordan e propõem uma futura emigração dos palestinos do país. Neste contexto, as propostas de Colin Powell de um avanço gradual, passo a passo em direção à paz parecem totalmente irrealistas: na verdade, um “salto” direto para sentar à mesa de negociações é ainda menos provável, tendo em vista o fosso que separa Sharon e Arafat. Uma alternativa de superar o gradualismo, por mais distante que possa parecer, seria a constituição de uma força de segurança internacional encarregada da imposição da Resolução 242 de 1967 composta pela União Européia, EUA, Rússia e as Nações Unidas. A visita de Colin Powell teve entre seus objetivos oferecer a Arafat a “última chance” de declarar um armistício e de deter as milícias e os ataques-suicídas. Entretanto, ficou patente que mesmo declarando tal armistício, Arafat não teria condições de implementá-lo. Assim, também Sharon afirma procurar estabelecer um processo político “sem Arafat”, considerado chefe do terror. Na espera de surgimento de uma liderança palestina “responsável”, as tropas permanecem, apesar das promessas feitas a G.W. Bush, agravando o impasse. Os últimos remanejamentos na Knesset – o parlamento israeli – com a incorporação ao bloco governista do grupo ultranacionalista de E. Eitan, a possível adesão do partido Gesher (D. Levy) e, posteriormente, da União Nacional – Pátria Israel dirigida por A.Lieberman, um imigrante russo, claramente prenunciam o endurecimento do governo, com a possível saída dos Trabalhistas (Shimon Peres – Relações Exteriores e Benjamin Ben Eliezer – Defesa). Aonde vamos? Mesmo no caso hipotético de um cessar-fogo, as negociações sobre a desocupação do território da margem ocidental, com o desmantelamento dos assentamentos, a divisão de Jerusalém e, sobretudo, a questão do retorno dos refugiados, enfrentarão obstáculos praticamente insuperáveis. Concomitantemente, cresce a onda de protestos no mundo árabe, levando milhares às ruas marchando, gritando palavras de ordem contra Israel e os EUA. Esses movimentos são dificilmente controlados pelos respectivos governos, criticados por sua passividade, enquanto aumenta diariamente o número de voluntários dos grupos radicais palestinos e árabes em geral. Não se pode ignorar que a revolta dos palestinos mobilizou quase toda a população dos territórios, potencializando o exército de “mártires” dispostos ao sacrifício de suas vidas. Também, não é possível esquecer que a política de ocupação sistemática dos territórios por assentamentos iniciou-se nos sucessivos governos trabalhistas nos anos 60, recebendo forte impulso com a ascensão ao poder do Likud, em 1977. Israel voltou a ser paria no cenário internacional, perdendo não somente a simpatia de países amigos, mas recebendo ameaças de sanções econômicas da União Européia – seu maior parceiro comercial. Importa afirmar publicamente a necessidade de entregar os territórios, evacuar os assentamentos e devolver a parte oriental de Jerusalém. O ponto mais controvertido – a volta dos refugiados – deverá ficar para negociações posteriores, com a participação dos países árabes, os EUA e organizações internacionais. Se, apesar de todos os esforços, a posição dos palestinos permanecer irredutível, enquanto ocorra um endurecimento da posição dos israelis, cada vez mais na dependência de apoio dos ultra-radicais, a situação da região do Oriente Médio se tornará insustentável – um beco sem saída, com profundas implicações para o equilíbrio geopolítico e a estratégia da superpotência que pretende lançar-se, após a guerra “vitoriosa” no Afeganistão, em nova aventura contra o Iraque. A situação é tão desesperadora que os líderes da oposição israelense chegaram a propor algo inimaginável até há pouco tempo atrás: a criação, à semelhança de que foi feito nos Bálcãs nos anos 90, de um protetorado internacional para os territórios ocupados, para restaurar a calma, até a definição final de seu status e futuro. Isto exigiria uma retirada das tropas israelis para convencer os palestinos da seriedade do processo, enquanto daria aos israelis o sentimento de segurança tão almejado. Por enquanto, as duas lideranças não parecem inclinadas a aceitar tal proposta – os israelis alegam que tal movimento significaria uma vitória dos “terroristas”, enquanto os palestinos afirmam que seria uma derrota da luta pela independência. Mas, independentemente da aceitação por israelis e palestinos, quem fornecerá as tropas para tal iniciativa? Uma análise lúcida do conflito é apresentada por Amos Óz, escritor israelense bastante conhecido no Ocidente. (ver “Travamos duas guerras”, em Folha de S.Paulo, 07 de abril de 2002). Óz faz a distinção entre a luta de palestinos para libertar-se da ocupação e construir um Estado, independente. A outra guerra – a do islã fanático da Jihad, do Hamas e outros grupos terroristas – pretende destruir Israel e expulsar os judeus de sua terra. Segundo Óz, Arafat está travando as duas guerras simultaneamente, como se fossem uma só. Os seus guerreiros e “mártires” não fazem nenhuma distinção entre as duas, atacando indistintamente, militares e civis. Do lado de Israel, também prevalece o argumento simplista que permitiria a seus soldados reprimir todos os palestinos, pelo fato da “Jihad” islâmica total ser conduzida contra seus cidadãos. Óz também propõe a retirada dos territórios para afastar-se do controle de uma população hostil. Somente com o fim da Jihad seria possível sentar-se à mesa das negociações da paz; caso contrário, Israel não teria outra saída do que lutar por sua sobrevivência, até o fim, com todas as possíveis implicações para o precário equilíbrio no Oriente Médio e no mundo atual.

MEC lança campanha publicitária para salvar imagem do Enem

Desde quarta-feira, os brasileiros podem assistir a campanha publicitária realizada pelo Ministério da Educação (MEC) para recuperar a imagem do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), abalada depois do roubo da prova na véspera da data em que seria realizada. A campanha é estrelada pelo ator Wagner Moura e é veiculada nas emissoras de TV do País. Com a campanha, o MEC pretende reforçar a importância do Exame e reafirmar a intenção de que ele venha a ser o substituto do modelo atual dos vestibulares. A realização da campanha foi divulgada em outubro, quando o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que ela teria o intuito de orientar os estudantes e dar credibilidade ao Enem. "Queremos ganhar os dias de correção que perdemos com o adiamento (prova)", disse o ministro. Quando anunciou a campanha, o MEC divulgou que o valor gasto seria em torno de R$ 150 e 200 mil. O valor, no entanto, foi de R$ 300 mil. Cancelamento Enem O Ministério da Educação cancelou na madrugada do dia 1 de outubro a realização do Enem, que seria aplicado nos dias 3 e 4 de outubro, para mais de 4 milhões de pessoas em todo o País. O cancelamento ocorreu em virtude do vazamento da prova. As provas seriam aplicadas em 113.857 salas de 10.385 escolas do País. O exame foi remarcado para os dias 05 e 06 de dezembro. A fraude foi descoberta depois que um homem telefonou para o jornal O Estado de S. Paulo informando que tinha em mãos duas das provas que seriam aplicadas no sábado pelo Ministério da Educação. A Polícia Federal indiciou cinco pessoas pelo crime. Os acusados responderão processo em liberdade.

Promessa dos EUA para reduzir emissões de gases-estufa agrada UE

Reduzir Normal Aumentar Imprimir A União Europeia afirmou nesta terça-feira que a promessa dos Estados Unidos de propor uma redução das emissões de gases do efeito estufa na conferência da ONU sobre a mudança climática poderia aumentar as possibilidades de sucesso da reunião de dezembro em Copenhague. Mas o comissário para Meio Ambiente do bloco de 27 países, Stavros Dimas, também indicou que terá que esperar para que a promessa se transforme em legislação e advertiu que os diálogos de Copenhague serão um fracasso se não se chegar a um acordo sobre financiamento. Um alto funcionário dos Estados Unidos indicou na segunda-feira que negociadores norte-americanos irão propor uma meta de redução de emissões em Copenhague que leve em conta um projeto de lei sobre clima, pendente no Senado daquele país. O lento progresso no projeto dificultou a posição de Washington diante dos diálogos. A incerteza sobre o que os Estados Unidos serão capazes de oferecer é uma das razões pela qual a maioria dos países perdeu a esperança por um acordo em Copenhague. "Parece que uma postura provavelmente será apresentada logo pelos Estados Unidos", comentou Dimas durante um debate no Parlamento europeu, na cidade francesa de Estrasburgo. "Uma posição positiva dos Estados Unidos teria efeitos avassaladores sobre outros países em termos de melhorar as perspectivas de sucesso em Copenhague", acrescentou. A conferência do clima na capital dinamarquesa acontecerá entre 7 e 18 de dezembro. Pelo menos 190 países negociarão um novo acordo global que substituirá o Protocolo de Kyoto, de 1997, para enfrentar o aquecimento global. Entre as principais divergências estão as metas de redução das emissões de gases causador do efeito estufa entre países desenvolvidos e em desenvolvimento e como levantar bilhões de dólares para ajudar os países pobres a lidar com o impacto do aquecimento global. "Copenhague será um fracasso se não mobilizarmos o financiamento necessário", enfatizou. O funcionário norte-americano não disse na segunda-feira se a proposta apresentará um intervalo ou um número exato para a redução das emissões do país. Os Estados Unidos são o maior emissor per capita de gases-estufa do mundo.

Pobre em água, mundo árabe prevê drama com mudança climática...

A mudança climática deve afetar com mais força o mundo árabe do que muitas outras regiões, podendo reduzir drasticamente a produção agrícola devido à já crônica escassez de água nesses países, disseram funcionários da ONU e da Liga Árabe na terça-feira. De acordo com eles, os governos árabes têm demonstrado maior conscientização sobre o tema, mas ainda precisam cooperar mais para melhorar suas políticas e pesquisas. "A mudança climática será crítica para o mundo árabe, porque esta região em particular já sofre com a pobreza, a aridez disseminada, a escassez de água e a marginalização social", disse Sima Bahous, subsecretário-geral da Liga Árabe para o Desenvolvimento Social. Ao lançarem no Cairo um relatório do Fundo Populacional da ONU sobre a mudança climática, os funcionários disseram que 15 por cento da população do mundo árabe já tem acesso limitado ou nulo à água potável. Hafedh Chekir, diretor-regional do Fundo Populacional para os Estados árabes, disse que 80 por cento da água na região se destina à agricultura, e que a escassez causada pela mudança climática pode reduzir a produção de alimentos pela metade. Henrietta Aswad, consultora regional de comunicações do Fundo, disse que é preciso mais colaboração entre a Liga Árabe, o Fundo Populacional da ONU e ONGs para ajudar os governos a preparem políticas adequadas. "A conscientização na região árabe está melhorando..., mas são necessários mais estudos e dados para basicamente ter uma melhor avaliação do real impacto, especialmente sobre grupos vulneráveis na região", acrescentou. O relatório não cita políticas específicas para a região, mas recomenda prioridade a mulheres, crianças e idosos, pois esses grupos tendem a sofrer mais com a mudança climática e a escassez de água. Chekir disse que o Egito, onde a maior parte dos seus 77 milhões de habitantes está concentrada no vale e no delta do Nilo, pode ser um dos países mais afetados do mundo. Um estudo anterior da ONU apontou que 8 milhões de pessoas podem ficar desabrigadas se o nível do mar subir um metro, inundando o delta, uma importante região agrícola. O Egito já é o maior importador mundial de trigo.

domingo, 22 de novembro de 2009

REDUÇÃO DE GÁS CARBÔNICO...

Devido à natureza de suas atividades, o segmento de Exploração e Produção reúne as principais ações da Shell para reduzir as emissões de gases causadores de efeito estufa. Em 2007, a empresa finalizou um estudo sobre a eficiência energética na plataforma FPSO Fluminense. A partir do diagnóstico, foram adotadas, ao longo dos dois últimos anos, várias medidas de conservação de energia, como, por exemplo, o uso de apenas duas turbinas de geração de energia em vez de três. Como resultado, houve uma redução em 2007 de 25% no volume de emissão de CO2 equivalente* em relação a 2006, desempenho mantido nos anos seguintes. Em 2009, a empresa espera implementar o Plano de Eficiência Energética e de Gerenciamento de Gases de Efeito Estufa do FPSO Fluminense, o qual irá estipular metas de redução de emissões para os próximos cinco anos. Enquanto isso, o FPSO Espírito Santo já inicia suas atividades direcionada por um plano de eficiência energética. Dentro desse contexto, ressalte-se o investimento de cerca de R$ 200 milhões em um projeto para reinjetar o gás retirado no campo em vez de queimá-lo. Iniciativa que integra o esforço global da Shell de zerar a queima de gás em todas as suas unidades. Em outra vertente, a Shell assinou há dois anos com a Petrobras um acordo para fornecimento para o Brasil de Gás Natural Liquefeito (GNL). Uma forma de a empresa dedicar combustível mais limpo de seu portfólio para o suprimento de geração de energia no país. Adicionam-se a isso os investimentos da empresa em biocombustíveis (abordados na seção Principais projetos), principalmente no que se refere ao etanol, indo ao encontro da importância crescente do produto na matriz energética brasileira. Dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) sobre o mercado indicam que a utilização do etanol de cana em 2008 contribuiu para reduzir as emissões em 53 milhões de toneladas de CO2. Saiba mais sobre a contribuição da Shell para o novo futuro energético no www.shell.com/realenergy - Abre em nova janela (conteúdo em inglês; link abre em nova janela). *CO2 equivalente: uma medida métrica utilizada para comparar as emissões de vários gases de efeito estufa com base no potencial de aquecimento global de cada um. O dióxido de carbono equivalente é o resultado da multiplicação das toneladas emitidas do GEE pelo seu potencial de aquecimento global. Por exemplo, o potencial de aquecimento global do gás metano é 21 vezes maior do que o potencial do CO2. Então, dizemos que o CO2 equivalente do metano é igual a 21. (Fonte: www.carbonobrasil.com - Abre em nova janela)