GRUPO DE ESTUDO TRABALHANDO A NOVA GEOGRAFIA... A GEOGRAFIA DAS RELAÇÕES E DO ENTENDIMENTO.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
ESTUDO 1.8...
Estudo 1.8
A geração que mais utiliza os recursos da web 2.0 na vida privada deixa de valorizá-los quando se trata dos ambientes virtuais de aprendizagem
Luis Guidi
A moda é recorrente entre as instituições de ensino: seja no ensino a distância ou presencial, parece ter se tornado obrigatória a construção de um espaço virtual de aprendizagem. Mas, mesmo se tratando da geração y, será que os alunos utilizam a ferramenta de forma pedagogicamente proveitosa? Um estudo divulgado recentemente desconstruiu alguns mitos sobre o comportamento desses jovens e revelou dados impressionantes, como o que mostra que as ferramentas de comunicação e interação são pouco valorizadas pelos alunos quando se trata do uso educacional.
A pesquisa, que demorou três anos pra ficar pronta, foi realizada pelo doutor em Administração pela USP Silvio Carvalho Neto, e buscou ressaltar a importância do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) como ferramenta de apoio ao ensino tradicional presencial. O resultado foi uma tese de doutorado defendida no final do ano passado na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP).
Os AVAs são sistemas de informação disponíveis na internet e que agregam funcionalidades de comunicação e interação e outros recursos didáticos voltados ao processo de ensino e aprendizagem. "A ideia central do trabalho foi verificar quais eram as dimensões de qualidade consideradas importantes pelos alunos", explica o autor da pesquisa. Para isso, Silvio ouviu alunos dos cursos superiores de administração e comunicação social do Centro Universitário de Franca (Uni-Facef), onde é professor titular.
A pesquisa revelou dois pontos interessantes. O primeiro deles é que os alunos pouco valorizam as ferramentas de comunicação e interação como blogs, wikis, chats e conferências de áudio e vídeo. Por outro lado, dão atenção aos componentes de trabalho individual como o download de aulas, textos pontuais, notas mural e tópicos de ajuda, limitando o uso dos ambientes virtuais a simples sistemas de consulta.
"Constatamos que o aluno tende a valorizar também no virtual aquilo que está no presencial", analisa o pesquisador. As ferramentas mais valorizadas pelos estudantes foram o material para download, glossário, links externos, mecanismos de busca, tópicos de ajuda, mural, sala de aula virtual e fácil acesso. Já entre as funcionalidades menos valorizadas estão a tradução para outros idiomas, wiki, ambientes 3D interativos, blog e atividades e jogos.
Vale lembrar que o estudo ouviu apenas alunos que utilizavam o AVA como suporte à aula presencial, mesmo assim o pouco interesse por elementos da chamada web 2.0, tão valorizada pelos jovens estudantes em seu próprio dia a dia, não se refletiu nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem.
O segundo ponto que chamou a atenção na pesquisa relacionou as características de qualidade da informação e do design do sistema com as dimensões de frequência de uso, satisfação e benefícios identificados no AVA, isto é, a questão foi descobrir quais elementos do sistema estavam diretamente relacionados com a boa percepção do suporte pedagógico.
O que se observou foi que, apesar de os alunos considerarem que a qualidade do sistema impacta mais na satisfação do que a qualidade do conteúdo disponibilizado, ambas as dimensões foram consideradas como determinantes na avaliação do AVA. Para os estudantes, os aspectos mais valorizados na qualidade da informação dos AVAs foram a confiabilidade, a relevância e a exatidão. Portanto, quando analisado o conteúdo, o que mais se espera por parte dos usuários é que as informações contidas no sistema sejam confiáveis e precisas.
Já no que se refere ao sistema, o que mais contribui para uma percepção positiva são atributos que se espera de qualquer ambiente virtual: facilidade de navegação, velocidade, funcionalidade e a atratividade visual. Para Silvio, todas as características referentes à qualidade da informação e do sistema se mostraram estatisticamente relevantes, portanto, todas devem ser consideradas em conjunto. "Para o aluno, a boa qualidade percebida é o que determinará sua intenção de reutilizar o sistema", analisa.
Também foi perguntado aos alunos o motivo pelo qual eles acessam o AVA. A maioria respondeu que facilita o aprendizado (51%), seguida de perto pelos que acham que os ambientes organizam melhor a aula (46,4%) e outros responderam porque era obrigatório (2,7%). Mas se os alunos querem acessar o sistema e reconhecem sua importância, por que não utilizam todas ou a maioria das ferramentas disponíveis? Para Silvio a resposta é clara: porque não são incentivados pelos professores.
"Os professores em estudo não tinham um papel ativo na utilização do AVA como complemento da aula e isso talvez explique por que ainda os alunos enxergam as funções de interação e comunicação como indiferentes", diz. "Adquirir e implantar um sistema não basta. É preciso treinar e criar incentivos para que os docentes utilizem o AVA como apoio ao ensino extraclasse", completa.
E é bom que os professores e diretores assimilem bem rápido esse pensamento, criando definitivamente a cultura de uso desses sistemas. Com o conceito de computação em nuvem (cloud computing), muitos dados já estão sendo armazenados em servidores virtuais podendo ser acessados por qualquer dispositivo a qualquer hora. "Se sua geladeira tiver acesso à internet você poderá ter uma aula de matemática financeira tomando café da manhã", explica Silvio.
Para o professor, entretanto, não existe um modelo a ser seguido, primeiro porque cada área do saber tem suas características e peculiaridades. Na visão do docente, um AVA voltado para o curso de medicina talvez seja completamente distinto de um idealizado para o curso de letras ou ciências da computação, por exemplo. Também existem vários níveis de ensino e os ambientes são diferentes para o ensino a distância, pós-graduação ou para a educação básica.
Mesmo não tendo um modelo ideal é possível listar alguns elementos que devem ser empreendidos no ambiente virtual. Na opinião do professor, qualquer sistema de informação deve considerar três dimensões básicas: tecnologia da informação, recursos humanos e processos organizacionais. "É preciso que as instituições de ensino superior observem seus processos e avaliem o nível de capacidade dos seus professores antes de implantar um AVA", recomenda.
Em relação à qualidade, a procura pela excelência dever ser um processo contínuo de constante renovação. Um AVA de qualidade é fundamental para uma universidade, na medida em que o ambiente representa a própria instituição no mundo virtual. Os AVAs são tão importantes que acabam agregando valor ao processo de ensino e aprendizagem, fortalecendo a imagem das instituições. Então, é hora de avaliar o modelo existente, fazer ajustes e se adaptar às necessidades dos usuários.
RS É O QUINTO ESTADO...
RS é o quinto Estado brasileiro em número de inscritos no Enem 2010
Número de candidatos em todo o Brasil são ultrapassa os 4,6 milhões
Mais de 4,6 milhões de estudantes se inscreveram para participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010. Exatamente 4.611.441 candidatos são esperados para fazer as provas nos dias 6 e 7 de novembro.
O número de inscritos em 2010 é o maior desde que o exame foi criado em 1998. O recorde anterior tinha sido registrado no ano passado, quando a prova passou a ser utilizada nos processos seletivos das universidades federais. Cerca de 4,1 milhões de estudantes se inscreveram para o exame em 2009, mas a abstenção foi superior a 30%. O Estado com mais candidatos inscritos é São Paulo: 827.818. Em seguida vêm Minas Gerais (538 mil), Bahia (428 mil), Rio de Janeiro (314 mil), Rio Grande do Sul (295 mil), Paraná (228,4 mil), Pernambuco (228 mil) e Ceará (208 mil).
O Sudeste e o Nordeste concentram quase 70% dos participantes. Segundo os dados do Ministério da Educação (MEC), a faixa etária dos participantes é variada. Cerca de 70 mil têm menos de 16 anos e mais de 1 milhão têm entre 16 e 17 anos.
Pouco mais de meio milhão têm 18 anos, 394 mil têm 19 anos e 304 mil têm 20 anos. Os candidatos entre 21 e 30 anos somam 1,5 milhão e os maiores de 30 são 691 mil.
A maioria dos candidatos — cerca de 2, 7 milhões — já concluiu o Ensino Médio em anos anteriores. Outros 1,3 milhão estão atualmente cursando o último ano da etapa - desses, 1,1 milhão são de escola pública. Pouco mais de 500 mil só concluirão a etapa depois de 2010 e participam do Enem como treineiros.
O exame terá 180 questões de múltipla escolha e uma redação. No primeiro dia (sábado, 6 de novembro), as provas serão de ciências da natureza e humanas, cada uma com 45 questões. No domingo, os candidatos serão avaliados em matemática e linguagens, cada uma com 45 questões, além da redação
domingo, 8 de agosto de 2010
PRESIDENTE DO INEP...
Presidente do Inep promete auditoria nos acessos a dados reservados do Enem
Rastreamento de instituições ajudará a decidir medida administrativa a ser empregada
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), José Joaquim Soares Neto, afirmou que a entidade vai fazer uma auditoria completa nos acessos feitos aos dados sigilosos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Informações como nome, RG, CPF, notas, nome da mãe e número da matrícula de quase 12 milhões de inscritos no exame entre 2007 e 2009 vazaram na internet.
>>>As constantes falhas relacionadas ao Enem põem em xeque a credibilidade do Exame? Comente.
A auditoria vai investigar todas as 231 instituições, entre Instituições de Ensino Superior (IES) e Secretarias de Educação, que tiveram acesso às informações. Preventivamente, o endereço com os dados dos candidatos está bloqueado até o final da auditoria, que deve ser concluída ainda nesta semana.
Em entrevista à "Globo News", Soares Neto disse que o Inep está fazendo o levantando para ver que tipo de medida administrativa será empregada. Na opinião do presidente do órgão os dados que vazaram não eram sigilosos, mas apenas reservados, uma vez que as notas já haviam sido divulgadas para os candidatos. O episódio, segundo ele, não inviabiliza os exames aplicados.
Para tranquilizar os inscritos no Enem, o presidente do Inep garantiu que, ao final da auditoria, as instituições só terão acesso aos dados dos candidatos mediante senha, e que todos os acessos serão monitorados.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
APÓS NOVA FALHA NO ENEM...
Após nova falha no Enem, presidente do Inep admite fragilidade do sistema
Para Joaquim Soares Neto, a estrutura do órgão não acompanhou a dimensão assumida pelo exame
Um dia depois de revelado o vazamento de dados pessoais de 12 milhões de inscritos nas últimas três edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Joaquim Soares Neto, admitiu que o sistema da instituição tem fragilidades.
Os links postados no site da instituição davam acesso aos arquivos com todos os inscritos das edições de 2007, 2008 e 2009 e a dados como RG, CPF e nome da mãe.
Mesmo sem informações precisas de como os dados vazaram no site, Soares Neto afirmou que só acionará a Polícia Federal (PF) se a auditoria interna constatar que houve má-fé. Ontem, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, disse que a PF está à disposição do Ministério da Educação para investigar o caso.
Histórico problemático
O instituto tem enfrentado problemas na organização do Enem desde 2009. Após o vazamento da prova, houve problemas na divulgação dos gabaritos e na inscrição para as federais. A avaliação é que a estrutura do Inep não acompanhou a dimensão que o Enem tomou.
— Nossa estrutura conceitual era fazer avaliações, mas agora temos esses exames cada vez com mais consequências nas políticas públicas. Minha vinda para o Inep é no sentido de tornamos a estrutura operacional compatível. Isso é um processo — explica Soares Neto.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
DADOS DE 12 MILHÕES DE INSCRITOS...
Dados de 12 milhões de inscritos no Enem vazaram na internet, diz jornal
Site do Inep divulgou indevidamente os dados de candidatos das três últimas edições do exame
Um erro operacional resultou no vazamento de informações pessoais de 12 milhões de inscritos nas três últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Dados como nome, RG, CPF, data de nascimento e nome da mãe de cada candidato foram disponibilizados no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) até o final da tarde desta terça-feira.
>>>As constantes falhas relacionadas ao Enem põem em xeque a credibilidade do Exame? Comente.
Segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo, as informações eram de uso interno do Inep e não deveriam estar disponíveis em links abertos. A divulgação do conteúdo, que já foi indisponibilizado pelo Ministério da Educação (MEC), contraria o edital do Enem.
O MEC, de acordo com o G1, vai apurar o ocorrido e admite até uma possível demissão dos responsáveis. O Ministério considera que a falha não compromete o resultado das três últimas edições do Enem.
ENEM... VAZAMENTO DE DADOS...
Em nota, Inep afirma que vazamento de dados do Enem será apurado
Informações estavam disponíveis em endereço reservado para Instituições de Ensino Superior e Secretarias de Educação
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) esclareceu em nota publicada na manhã desta quarta-feira sobre o vazamento na internet de dados sigilos de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Conforme o instituto, os dados estavam disponíveis, em área reservada do site, apenas para Instituições de Ensino Superior (IES) e Secretarias de Educação.
>>>As constantes falhas relacionadas ao Enem põem em xeque a credibilidade do Exame? Comente.
Ainda de acordo com o Inep, as instituições deveriam utilizar as informações em seus processos seletivos e se comprometiam a não divulgá-las. O acesso era feito em endereço específico e mediante solicitação de senha.
O vazamento de informações atingiu um total de 12 milhões de inscritos nas três últimas edições do Exame (2007, 2008 e 2009). Ficaram disponíveis dados como nome, RG, CPF, data de nascimento, nome da mãe e notas.
A direção do Inep se compromete a apurar as causas e os responsáveis pelo vazamento de dados. O Ministério da Educação (MEC) admite até uma possível demissão dos envolvidos. Segundo a nota do Inep, o endereço com informações sigilosas que foi tornado público já foi desativado.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
QUEM PAGOU TAXA DO ENEM...
Quem pagou taxa do Enem fora do sistema MEC deve enviar comprovante ao Inep
Estudantes nesta situação - e tenham efetuado o pagamento até a data limite de 23 julho - devem enviar os comprovantes ao Inep até as 18h sexta-feira, dia 6
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010, identificou que alguns candidatos pagaram a taxa de inscrição por meio de guias de recolhimento da União (GRUs) geradas fora do sistema do Ministério da Educação (MEC). Por esse motivo, algumas inscrições permanecem pendentes porque a taxa consta como não paga.
Os estudantes nesta situação - e tenham efetuado o pagamento até a data limite de 23 julho - devem enviar os comprovantes ao Inep até as 18h sexta-feira, dia 6. O documento pode ser enviado por meio de fax pelo telefone (61) 2022-3300 ou pelo site do Inep na seção Fale Conosco.
O Inep não soube informar o número de candidatos com o pagamento da taxa pendente, mas o participante pode consultar sua situação pelo site do Enem no endereço www.enem.inep.gov.br, a partir do número de inscrição.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
UFSM ABRE INSCRIÇÕES...
UFSM abre inscrições para as provas de verão
Haverá um curso novo em disputa: Música e Tecnologia
LUIZ ROESE | luiz.roese@diariosm.com.br
A partir das 8h desta segunda, os interessados em conseguir uma vaga para estudar na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – pelo menos aqueles que já concluíram o Ensino Médio – terão de escolher a resposta certa no momento da inscrição, cinco meses antes das provas.
Se houver interesse em participar de um concurso nos moldes tradicionais – com três dias de questões objetivas e uma redação, de 5 a 7 de janeiro de 2011 –, a alternativa correta é o processo seletivo único. Mas, se a vontade for de concorrer em uma seleção semelhante ao Peies, no qual o candidato faria somente uma prova em janeiro relativa aos conteúdos do 1º ano do Ensino Médio e deixaria as outras para adiante, a opção certa é o processo seletivo seriado.
Esse dilema é a grande novidade do Vestibular 2011 da UFSM, que receberá inscrições até 10 de setembro, somente pela internet. Vale lembrar que, tanto no processo único quanto no seriado, poderá concorrer a uma vaga qualquer pessoa que tiver concluído o Ensino Médio ou está em vias de terminá-lo. Quem ainda estiver estudando no 1º ou no 2° ano terá de escolher o seriado.
O candidato até pode fazer uma inscrição para o processo seletivo único e pagar os R$ 75 da taxa e outra para o seriado, tirando mais R$ 35 da carteira. Mas isso só adia a escolha para 5 de janeiro, primeiro dia de provas, quando ele terá de optar por uma das duas modalidades, pois elas ocorrerão em locais diferentes.
Outra estreia para o vestibular é a necessidade de o candidato ter um CPF. Para os candidatos da modalidade única, a inscrição também pedirá mais uma informação: o número de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010. Mas isso só vale para aqueles que desejam utilizar a nota dele na segunda etapa de seleção do vestibular.
Cotas – É também na inscrição que o vestibulando deve informar se é cotista afro-brasileiro, com deficiência ou necessidades especiais, indígena ou estudante de escola pública (confira as exigências no quadro). Como se não bastassem todas as opções anteriores, o vestibular ainda dá a chance de escolha entre 22 cidades para fazer a prova.
Se a inscrição para a UFSM for um martírio para os indecisos, então o que se pode dizer das opções de cursos disponíveis? Estarão em jogo 2.899 vagas em 82 graduações, só em Santa Maria. Ainda serão oito cursos (316 vagas) em Frederico Westphalen e outros sete em Palmeira das Missões (285 vagas). O total de oportunidades neste concurso é de 3,5 mil. A única novidade é o curso de Música e Tecnologia – Bacharelado, que terá 10 vagas em Santa Maria.
Com tantas decisões a tomar, muita calma nesta hora. Até porque a escolha mais difícil ainda virá em janeiro, quando o ingresso no Ensino Superior poderá ser decidido entre as cinco alternativas contidas em cada questão.
sábado, 31 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
XVI ENCONTRO NACIONAL DE GEÓGRAFOS...
Encontro Nacional de Geógrafos começa no domingo...
O Campus Central da UFRGS concentrará a maior parte da programação do XVI Encontro Nacional de Geógrafos, que começa no próximo domingo em Porto Alegre. O evento ocorre entre os dias 25 e 31 de julho, oferecendo uma ampla programação de conferências, mesas redondas, oficinas, apresentações de trabalhos e ainda atividades culturais, como exposições de documentários, fotografias e espetáculos musicais (www.agb.org.br/xvieng). O encontro, promovido bienalmente pela Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), terá como tema “Crise, Práxis e Autonomia: Espaços de Resistência e de Esperança” e discutirá as atuais crises ambientais, sociais e territoriais e formulará alternativas, como práticas que reforcem a autonomia dos povos frente a um modelo único de globalização, criando espaços de resistência e de esperança. A conferência de abertura será ministrada por Boaventura de Souza Santos, professor da Universidade da Coimbra, e Ana Fani Alessandri, da Universidade de São Paulo (USP), sobre o uso da crise global como uma chance de novos caminhos para a sociedade.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
UFRGS ESTUDA DUPLICAR...
UFRGS estuda duplicar peso do Enem no vestibular 2011
A Furg é a quarta gaúcha a aderir integralmente ao exame
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010 está pintando com mais força. Prova disso é que a Universidade Federal do Rio Grande (Furg) também vai usá-lo como única forma de ingresso a partir do vestibular 2011. E a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) tem um projeto em estudo: duplicar o peso do exame no próximo concurso.
Elaborado pela Pró-Reitoria de Graduação e pela Comissão Permanente de Seleção da UFRGS, o projeto, para virar realidade, precisa ser votado em reunião no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, o que ainda não tem data para ocorrer.
A ideia é duplicar o peso do resultado do exame no vestibular 2011. Neste ano, o peso do Enem foi 1. Logo, passaria a ter peso 2 no próximo concurso. As demais definições seguiriam inalteradas, inclusive o caráter opcional de seu uso como parte da nota final. Por enquanto, a UFRGS prefere não falar oficialmente sobre a proposta, esperando sua votação no conselho.
– Caso isso seja aprovado, significa que o desempenho do Enem se refletirá com mais ênfase na média final do candidato que optar por usá-lo. Ou seja, sua influência cresce e pode ser ainda mais decisiva naquela disputa mais acirrada por uma vaga – analisa o professor de química do Unificado Luiz Ferrari.
O exame torna-se a 10ª prova no vestibular. A universidade considera apenas o número de acertos, desconsiderando a redação do Enem. De qualquer forma, ele acredita que o exame deixou de ser um “bicho-papão”. Os estudantes, segundo ele, perceberam que o estilo interpretativo das provas é semelhante ao adotado pela UFRGS.
No caso da Furg, a mudança já era esperada. Depois de utilizar metade do Enem no último vestibular, a instituição decidiu aderir 100% ao exame, que ocorrerá nos dias 6 e 7 de novembro. Também será decisivo na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A nota final do concurso será composta pelo processo seletivo da instituição (80%) e pelo Enem (20%). Quem não realizar o exame terá escore zero nesse componente da prova.
Nesta semana, foi divulgado o ranking oficial por escola do Enem 2009 pelo Ministério da Educação. Os resultados são, por um lado, auspiciosos para os estudantes gaúchos. Mesmo sem ter escolas entre as 30 mais destacadas, o Estado obtém o primeiro lugar quando comparado o conjunto das instituições com outras unidades da federação.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
MAIS UMA VEZ, RANKING DO ENEM...
Mais uma vez, ranking do Enem mostra desigualdade entre escolas públicas e privadas
Escolas gaúchas não aparecem nem entre as 30 melhores, mas Estado tem a melhor média nacional
Das 20 melhores escolas de ensino médio do país, 12 estão na Região Sudeste, quatro na Região Centro-Oeste, quatro na Nordeste e apenas duas são públicas. O diagnóstico, que mostra a desigualdade entre as instituições dependendo da localidade ou do gestor, está no resultado do desempenho por escola no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009, divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao Ministério da Educação.
A que se deve o mau rendimento das escolas gaúchas no Enem 2009?
O desempenho das escolas foi calculado com base na média total obtida por seus alunos nas provas objetivas e na redação. A média nacional, segundo o Inep, foi de 500 pontos. As escolas particulares conquistaram os melhores resultados e são maioria no ranking, com 18 das 20 posições.
• Leia mais: escola gaúchas fora das 30 melhores
• Leia mais: os segredos das escolas gaúchas com melhor classificação
A melhor escola do país, segundo os resultados do Enem 2009, é o Colégio Vértice, de São Paulo, com média total de 749,7. Em seguida, estão o Instituto Dom Barreto, de Teresina, com 741,59 pontos, e o Colégio São Bento, do Rio de Janeiro, que liderou a classificação nos últimos dois anos e, em 2009, teve média total de 741,32 pontos.
As duas únicas instituições públicas da lista das 20 com melhor desempenho no Enem são escolas ligadas a universidades. O Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (UFV) obteve média total de 734,66 pontos e ficou com a sétima colocação no ranking. Ligado à Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), o Colégio de Aplicação Fernando R. da Silveira teve média total de 722,58 e aparece na 17ª posição.
Com 249,25 pontos, metade da média nacional, o pior desempenho no exame foi o da Escola Estadual Indígena Dom Pedro I, em Santo Antônio do Içá, no Amazonas.
A participação no Enem é voluntária. Escolas com menos de 2% de participação de alunos no exame não tiveram suas médias divulgadas.
Escolas do RS não aparecem nem entre as 30 melhores
O Rio Grande do Sul mal apareceu no seleto grupo das melhores escolas públicas e privadas do país no Ensino Médio. Na lista das cem instituições com maior nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a ser divulgada pelo Ministério da Educação, há apenas duas instituições gaúchas. Nenhuma delas está entre as 30 primeiras.
O desempenho gaúcho se assemelha ao da edição anterior, quando o top 100 da educação nacional também contou com apenas uma dupla rio-grandense - um dos estabelecimentos era o atual melhor colocado gaúcho, o Colégio Sinodal de São Leopoldo.
— Por causa da imagem edulcorada que tínhamos da qualidade da escola gaúcha, pode ter ocorrido uma acomodação. Achávamos que estávamos muito bem e agora vemos que não estamos tão bem — avalia Helena Sporleder Côrtes, professora da Faculdade de Educação da PUCRS.
ENEM 2009: AS ESCOLAS COM MELHOR E PIOR...
Enem 2009: escolas com melhor e pior notas no país têm mais de 500 pontos de diferença
Colégio Vértice Unidade 2, de São Paulo, tem a melhor média do Brasil: 749,7 pontos
Uma diferença de mais de 500 pontos separa as escolas de ensino médio com a melhor e a pior colocação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009. Com 749,7 pontos, o Colégio Vértice Unidade 2 é uma escola particular e está localizado na zona sul da capital paulista. Na outra ponta, está a Escola Estadual Indígena Dom Pedro I, que fica no município de Santo Antônio do Içá (AM), que obteve 249,25 pontos.
A que se deve o mau rendimento das escolas gaúchas no Enem 2009?
Desde que os resultados do Enem começaram a ser divulgados, em 2005, o Colégio Vértice aparece entre as dez melhores notas do país e em primeiro lugar na cidade de São Paulo. Segundo o diretor da escola, Adilson Garcia, a formação de um hábito de estudo é o segredo para a boa colocação da instituição.
— Nossos alunos são formados para não querer dominar conteúdo só em véspera de prova bimestral, mas para que o bimestre todo seja de aquisição de conteúdos e conceitos para aplicação em problemas do dia a dia — diz.
Ele explica que, antes de conhecer a matéria em sala de aula, os alunos recebem instruções para estudar em casa, que pode ser um capítulo de livro ou pesquisa na internet. Além disso, a cada semana, os professores fazem uma checagem do aprendizado, para ver se os alunos estão conseguindo absorver todo o conteúdo.
— Quando [o aluno] chega às provas bimestrais, não tem essa de ficar varando a noite estudando, porque ele já checou durante o bimestre todo — completa o diretor.
• Leia mais: escola gaúchas fora das 30 melhores
• Leia mais: os segredos das escolas gaúchas com melhor classificação
A escola conta, atualmente, com 900 alunos matriculados, sendo 210 no ensino médio, onde a mensalidade varia de R$ 2.253 a R$ 2.756. Nesse valor, estão incluídas aulas de reforço, plantão de professores e algumas atividades extracurriculares, como esportes, sapateado, música, culinária, informática, coral e teatro.
A melhor escola pública foi o Coluni, Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (MG), com 734,66 pontos, que também foi o destaque no Enem do ano passado. De acordo com a página do colégio na internet, os professores trabalham em regime de dedicação exclusiva, o que permite maior atendimento às dificuldades individuais dos alunos.
— O Coluni procura aprimorar seus métodos e suas técnicas de ensino. Isso permite uma aprendizagem efetiva e capacita os alunos para a aplicação dos conhecimentos em situações novas, evitando a simples memorização de conteúdos — afirma o texto.
A reportagem da Agência Brasil não conseguiu entrar em contato com a direção da Escola Estadual Indígena Dom Pedro I e não obteve retorno do pedido de entrevista feito à Secretaria Estadual de Educação do Amazonas.
domingo, 18 de julho de 2010
GRUPO DE ESTUDO
Estão abertas as inscrições para CURSO DE GEOGRAFIA incluindo correção PROVAS UFRGS 2006 a 2010 e REVISÃO PROVAS ENEM últimos 3 anos...
MATERIAL INCLUÍDO tanto UFRGS quanto ENEM mais trabalho de HABILIDADES ESPECÍFICAS DO ENEM na área de CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS...
INFORMAÇÕES
PROF JÚLIO
www.g3vestibulares.com.br
(51)8150.3073
FURG APROVA 100% DO ENEM...
FURG aprova 100% do Enem para ingresso em 2011
Todas as vagas serão preenchidas pelo Sistema de Seleção Unificada (SISU), que usa a nota obtida no Exame Nacional de Ensino Médio
O Conselho Universitário (Consun) da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), reunido na manhã de hoje, definiu que o ingresso em 2011 deve ter todas as vagas preenchidas pelo Sistema de Seleção Unificada (SISU), que utiliza 100% da nota obtida no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem).
Depois de mais de três horas de discussão, os conselheiros optaram majoritariamente pela aprovação da proposta apresentada pelo reitor e presidente do Consun, João Carlos Brahm Cousin. A votação teve como resultado 20 votos favoráveis, uma abstenção e quatro votos contrários à proposta.
Também foi discutida e aprovada a experiência iniciada no último processo seletivo de utilizar o Programa de Ação Inclusiva (Proai), como forma de ampliar, por meio de bônus, o acesso à Universidade de candidatos afrodescendentes, estudantes de escolas públicas, portadores de deficiência e indígenas.
Na argumentação em favor do uso do Enem e do Proai, o presidente do Consun lembrou que em 2009 a FURG inovou, modificando o processo de seleção. Foi criado o Proai e utilizada 50% da nota do Enem como critério classificatório, associado às provas da Instituição.
Mostrou os números da avaliação do Proai, realizada pela Comisso Permanente de Vestibular, que mostram que a FURG foi procurada majoritariamente por estudantes de escola pública (61%).
Na ocupação das vagas, também houve predomínio da escola pública (67,2%). Comparado com o ano anterior, houve aumento de 2,5% no número de ingressantes vindos destas escolas. O aproveitamento dos estudantes que participaram do Proai foi 56,7% maior do que o aproveitamento daqueles que não participaram.
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